Portefólio de psicologia 12ºano

09
Mar 08

Relações Precoces:

A relação mãe-bebé:

Da idade média à actualidade

 

Século XV:

As amas amamentavam, educavam e preparavam as crianças para a vida adulta.

As crianças acompanhavam as aias nas lides domésticas onde reuniriam com os filhos delas.

 

Actualidade:

A mãe assegura todo o desenvolvimento precoce do bebé, até ele se sentir seguro para explorar o mundo.

Os filhos acompanham as mães em muitas actividades diárias.

 

Século XVI:

A partir do momento em que as aias lhes passavam os filhos, estes eram considerados adultos e até se vestiam como eles.

 

Actualidade:

O sentimento de criança permanece e, consequentemente o direito de brincar mantém-se por um período muito prolongado.

 

Século XVII:

Começam a receber outro olhar por parte dos adultos.

O trabalho feminino é condenado e o universo da mulher passa a ser o seu lar. A maternidade passa a ser um ideal e assumi-la, sacrificando-se pelo seu filho, e é característica de boa mãe, a santa mulher.

 

Actualidade:

Uma criança, em princípio, deverá receber sempre respostas adequadas às suas necessidades.

Apesar de a mãe ainda ser a principal pelos trabalhos domésticos dá grande atenção aos filhos.

 

Século XVIII:

Os pais começam a interessar-se pelos estudos dos seus filhos.

A fraternidade que até então não existia ou não era declarada e actuada, toma esforço de uma forma crescente.

 

Actualidade:

A educação é seguramente um dos pontos mais necessários ao desenvolvimento da criança.

A afectividade é constante.

 

Século XIX:

Os pais que antes se divertiam socialmente nas cortes começam a querer ocupar o lugar da mãe, argumentando que esta começa a afirmar-se no mercado de trabalho.

 

Actualidade:

Os pais têm já um evidente papel na educação dos filhos.

 

Século XX:

Com os movimentos femininistas começa a surgir um dilema entre a escolha de deixar os seus filhos em casa e ir para o trabalho.

 

Actualidade:

Este dilema permanece… e a escolha começa a ser maioritariamente a segunda.

 


 

publicado por psicologiaxxi às 22:58

A vinculação não se estabelece sobre laços de satisfação de necessidades fisiológicas, mas de necessidades emocionais ou afectivas, cuja satisfação acarreta experiências gratificantes, como ser abraçado, receber carícias, estar ao colo, etc.

As vivências precoces são fundamentais para a formação da estrutura do aparelho psíquico da criança. Relativamente a este aspecto, Bion evidenciou a importância da relação continente/conteúdo.

Inicialmente, a mãe funciona como continente, onde a criança vai estruturando os primeiros conteúdos, que são uma espécie de representações do mundo que a ela interioriza como benéficas ou ameaçadoras.

A confiança que a criança deposita na mãe como continente e protectora, cria condições para que o ego infantil desenvolva uma relação optimista com o mundo. O modo como a mãe continente elabora esses conteúdos e os vai transmitindo à criança em desenvolvimento, é fundamental para o seu equilíbrio emocional.

Uma mãe continente reage às necessidades do bebé dando acolhimento à angústia e à ansiedade sentida pelo bebé sem as devolver através de comportamentos ou atitudes ansiosas e angustiadas. A boa mãe comunica eficazmente, reagindo às necessidades do bebé transformando inquietação em segurança, desconforto em bem-estar, tornando tolerável a sua angústia, fazendo-o sentir-se amado e compreendido. A identificação do bebé com essa mãe continente estrutura uma relação de harmonia essencial para o equilíbrio psicológico presente e futuro.

Um relacionamento deficiente da criança com a mãe, transmissora das primeiras noções e impressões, compromete a sua evolução psico-afectiva.

 

Bowlby desenvolveu um conjunto de investigações para procurar esclarecer a importância das relações precoces da criança com os seus progenitores: Estabeleceu comparações entre os sorrisos, as vocalizações e o choro do bebés humanos com as estratégias de outros mamíferos para conseguirem assegurar os cuidados maternos. Constata que, em Londres, a separação dos pais no final da Segunda Guerra Mundial, tinha tido efeitos bastante negativos no desenvolvimento físico e psicológico das crianças. Através de entrevistas e resultados de testes que realizou em contexto social a jovens e a famílias e a partir das concepções de Darwin e dos trabalhos de Lorenz, defende que a vinculação aos progenitores responde a duas necessidades: protecção e socialização.

publicado por psicologiaxxi às 22:16

Competências da mãe:

·       Competências biológicas: o comportamento maternal assenta em factores que ocorrem durante a gravidez, prolongando-se durante a amamentação. O sistema hormonal começa a segregar substâncias como a progesterona e, no final da gravidez, a pró-lactina que estimulam a produção de leite, mas que por si só não são suficientes para desencadear qualquer comportamento tendente a cuidar do filho.

·       Competências sociais: nos humanos o comportamento natural não depende só de factores instintivos e hereditários como nos animais. É um factor complexo que depende de aspectos culturais, condições económicas e familiares e opções pessoais. As competências necessárias ao tratamento dos filhos dependem de factores ligados à aprendizagem social e estão ligados a padrões culturais.

·       Competências emocionais: as condutas naturais estão para lá da cultura vigente, das ideias em voga, das sugestões, etc. Não dependem só das tarefas que visam cuidar da alimentação, higiene, protecção e educação, mas de um conjunto de sentimentos, carinho, ternura e dedicação. Tarefas e afectos desenvolvem-se num contexto social. As primeiras por aprendizagem, as segundas com o temperamento.

 

publicado por psicologiaxxi às 22:15

Competências básicas do bebé:

Hoje em dia a criança é considerada como um ser dotado de natureza activa, desperta para o mundo exterior. É portadora de necessidades que exigem ser satisfeitas e capacidades que têm ser desenvolvidas.

As crianças nascem com reflexos que contribuem para a sua sobrevivência e adaptação à vida.

 

Os reflexos orais podem ser subdivididos em reflexos de alimentação e reflexos de protecção à alimentação.

 

              Reflexos de Alimentação:  

·       Reflexo de procura:  quando a mãe vai amamentar o bebé e o bico do seio toca a região próxima a boca do bebé, o bebé vira a cabeça em direcção ao seio para poder introduzi-lo na sua boca e iniciar a sucção. Este reflexo está presente no nascimento e vai diminuindo a partir do quarto mês, quando a criança começa a levar a mão à boca e se inicia um processo de adequação da sensibilidade oral.

 

·       Reflexo de sucção: também está presente ao nascimento e por volta dos 4 meses começa a tornar-se voluntário. É uma continuidade do reflexo de procura. Após a criança introduzir o bico do seio na sua cavidade oral, o contacto deste com a porção anterior da língua, desencadeia um processo de movimentos rítmicos de sucção. Prepara a criança para se alimentar e, claro está, sobreviver. Este movimento de sucção já envolve outros movimentos coordenados em que intervêm a língua e os lábios.

 

·       Reflexo de deglutição: Também presente ao nascimento e tornando-se mais voluntário a partir do quarto mês, quando se vai aprimorando um processo mais coordenado com a sucção e a respiração.

 

              Reflexos de protecção à alimentação: 

·       Reflexo de vómito: Está presente ao nascimento e vai se estendendo até o sétimo mês. Este reflexo fica presente na vida adulta. No bebé é desencadeado tocando-se na porção anterior da língua. O primeiro sinal do desencadeamento deste reflexo é o arregalar dos olhos.

·       Reflexo de mordida: Presente ao nascimento e suprimido por volta do sétimo mês com o aparecimento da mastigação. Pode ser observado fazendo-se uma pressão na região da gengiva superior, um pouco à direita ou à esquerda da linha média. Como resposta teremos um fechar e abrir rítmico de mandíbula.

 

O choro também faz parte do equipamento natural do bebé. É o método que serve para dizer à mãe, ou à pessoa que cuida da criança, que tem fome ou dores. É, por isso, um meio eficaz de comunicar, bem como o sorriso e expressões faciais.

publicado por psicologiaxxi às 21:52

Relações precoces:

Primeiras ligações humanas. A criança estabelece um vínculo afectivo, normalmente com a mãe. As mães adoptivas podem exercer o seu papel de mãe tão bem ou melhor que a  biológica. Os pais podem igualmente proporcionar os cuidados maternos.

 

Vinculação:

Tendência, nos bebés a, nos primeiros meses de vida, permanecerem junto das mães, estabelecendo laços positivos com elas ou com um adulto significativo.

Ligação da criança a um adulto significativo que é capaz de lhe proporcionar os cuidados básicos, experiências positivas e estimulantes e de lhe proporcionar a atenção e o afecto de que necessita.

Estes cuidados são fundamentais para a criança, dada a sua dependência, pois são eles que a vão ajudar a desenvolver as suas competências.

 

publicado por psicologiaxxi às 19:36

Na formação da história pessoal e do "Eu", há dois conjuntos de factores que são de extrema importância: os factores psicofisiológicos e os factores socioculturais.
Focando a nossa atenção nos factores socioculturais, podemos dividi-los em dois conceitos (indissociáveis): Sociedade e Cultura. Não é possível conceber uma sociedade sem cultura, assim como cultura sem sociedade.

Sociedade→ é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos,                               preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.
    Socialização→ assimilação de hábitos características do seu grupo social, todo                     o processo através do qual um indivíduo se torna membro funcional de uma                               comunidade, assimilando a cultura que lhe é própria.
        Primária→ocorre na infância e na adolescência, e durante este período                                      o indivíduo adquire competências sociais básicas.
        Secundária→ocorre na vida adulta sempre que ocorre um processo de                                      adaptação a novas situações.
    Agentes de Socialização→ O processo de socialização inicia-se após o                               nascimento, e através, inicialmente, da família ou outros agentes próximos, da                            escola, dos meios de comunicação e dos grupos de referência que são                                       compostos pelas bandas favoritas, actores, atletas, etc.
    Atitude→ Predisposição intelectual que nos faz responder positiva ou negativamente em relação a um qualquer objecto social. A atitude está por detrás do comportamento, resulta do processo de socialização e possui três componentes:
       Componente Cognitiva→ Todo o conjunto de razões, de argumentos, de justificações que suportam, do ponto de vista intelectual, a nossa atitude.
       Componente Afectiva→ Todo o conjunto de sentimentos, emoções que nutrimos em relação ao objecto da nossa atitude.
       Componente Comportamental → Predisposição para agir em relação ao objecto da nossa atitude, em função das componentes cognitiva e afectiva.

Culturatudo o que é aprendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo e que confere uma identidade dentro do seu grupo de pertença. É toda a produção material e espiritual que permite a adaptação do sujeito ao meio (e vice-versa), sendo transmitido de geração em geração, de forma sistemática ou não, e caracterizando uma dada sociedade.
Padrão Cultural
É todo um conjunto de padrões espirituais e materiais que caracterizam uma sociedade específica e pautam o comportamento dos seus indivíduos.
Relativismo Cultural
defende que o bem e o mal são relativos a cada cultura. O "bem" coincide com o que é "socialmente aprovado" numa dada cultura. Os princípios morais descrevem convenções sociais e devem ser baseados nas normas da nossa sociedade.
Etnocentrismo é uma atitude na qual a visão ou avaliação de um grupo social sempre seria baseada nos valores adotados pelo seu grupo, como referência, como padrão de valor. Trata-se de uma atitude discriminatória e preconceituosa. 
Aculturação quando duas culturas diferentes são absorvidas uma pela outra formando uma nova cultura, onde essa nova cultura terá aspectos da cultura inicial e da cultura absorvida.
publicado por psicologiaxxi às 16:20

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