Portefólio de psicologia 12ºano

06
Dez 07

Exercício: Descreve Psicofisioógicamente o que aconteceria se ganhásses o Euromilhões!

Vamos supor que soube da notícia porque outra pessoa me disse...

Os neurónios do ouvido captam a voz, transformando as ondas sonoras em impulsos eléctricos. No bolbo raquidiano, foi provocada uma descarga de neurotransmissores, que acelera a respiração e o ritmo cardíaco. De seguida, a informação é enviada ao tálamo que é responsável pela distribuição e processamento das informações motoras e sensoriais destinadas ao cortex cerebral. Depois o impulso eléctrico vai ser transmitido ao sistema activador reticular, que é reponsável por selecionar as mensagens a serem analisadas pelo cérebro. De seguida, a mensagem é enviada para o lóbolo temporal primário e então para o secundário. A informação é finalmente enviada ao Sistema Límbico, (Hipocampo e Amigdala), que é reponsável pela emoções. 

Isto acontece tudo numa fracção de segundo e faz desplotar no ser humano uma sensação de euforia e de alegria incontrolável!

publicado por psicologiaxxi às 23:37

AUTISMO

O que é?


É uma alteração cerebral que afecta a capacidade da pessoa comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também atraso mental, mutismo ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

 

Características comuns

 

Não estabelece contacto com os olhos

Parece surdo

Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno.

Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros .

Ataca e fere outras pessoas mesmo que não exista motivos para isso .

É inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas.

Ao invés de explorar o ambiente e as novidades restringe-se e fixa-se em poucas coisas.

Apresenta certos gestos sem motivação como balançar as mãos ou balançar-se .

Cheira ou lambe os brinquedos .

Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente

 

Casos Clínicos

Henrique


Quando criança pequena era afectuoso e brincalhão. Aos seis meses sentava-se e engatinhava, aos 10 começou a andar e aos 13 meses já podia contar. Um dia aos 18 meses a sua mãe o encontrou sentado na cozinha brincando com as panelas de forma estereotipada (repetindo sempre os mesmos movimentos) e de tal forma concentrado que não respondeu às solicitações da mãe. Desse dia em diante a mãe recorda-se que foi como se ele se tivesse transformado. Parou de relacionar-se com os outros. Frequentemente corre ziguezagueando em volta de casa. Tornou-se fixado por lâmpadas eléctricas, corre em volta de casa apagando e acendendo as luzes e se alguém tenta interrompê-lo ele torna-se agitado batendo e mordendo quem estiver pela frente.

 

Joana


Desde o dia em que nasceu Joana apresentou comportamento anormal, parecia diferente das demais crianças. Numa idade em que a maioria das crianças é curiosa e quer ver tudo, Joana mexia-se pouco no berço e não respondia aos ruídos dos brinquedos. O seu desenvolvimento não se deu na ordem esperada, ficou de pé antes de engatinhar, e quando andava era na ponta dos pés. Aos dois anos e meio de idade ainda não falava, apenas agarrava as coisas ou gritava pelo que queria. Era capaz de ficar sentada durante horas olhando para um de seus brinquedos.

 

Retirado de: http://psicologia2007.blog.com/2007/9/

 
publicado por psicologiaxxi às 22:36

Plasticidade Cerebral: 

O que é?

Plasticidade cerebral é a denominação das capacidades adaptativas do SNC – sua habilidade para modificar sua organização estrutural própria e funcionamento. É a propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta à experiência, e como adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos.

Este fato é melhor compreendido através do conhecimento do neurônio, da natureza das suas conexões sinápticas e da organização das áreas cerebrais. A cada nova experiência do indivíduo, portanto, redes de neurônios são rearranjadas, outras tantas sinapses são reforçadas e múltiplas possibilidades de respostas ao ambiente tornam-se possíveis.

Existem variáveis importantes no sentido de entender o potencial para a recuperação funcional após lesão. São elas: idade do indivíduo, local e tempo da lesão e a natureza da mesma.

Como Se Dá a Plasticidade Cerebral?

Podemos encontrar várias teorias sobre como se dá a recuperação das funções perdidas em uma lesão cerebral: ela poderia ser mediada por partes adjacentes de tecido nervoso que não foram lesadas, e o efeito da lesão dependeria mais da quantidade de tecido poupado do que da localização da lesão; pela alteração qualitativa da função de uma via nervosa íntegra controlando uma função que antes não era sua; através de estratégias motoras diferentes para realizar uma atividade que esteja perdida, sendo o movimento recuperado diferente do original embora o resultado final seja o mesmo.

Estudos com neuro-imagens de indivíduos com AVC, indicaram modelos de ativação pós-lesão que sugerem reorganização funcional. Foram feitos a partir de lesões focais corticais experimentais, que induziram mudanças no córtex adjacente e no hemisfério contralateral. Investigações morfológicas mostraram que este tipo de plasticidade é mediado por proliferação de sinapses e brotamento axonal (apenas poucos milímetros).

As alterações celulares que acompanham estas teorias são:

Brotamento: é definido como um novo crescimento a partir de axônios. Envolve a participação de vários fatores celulares e químicos:

1- a resposta do corpo celular e a formação de novos brotos;

2- alongamento dos novos brotos;

3- cessação do alongamento axonal e sinaptogênese.

Existem duas formas de brotamento neural no SNC: regeneração, que diz respeito a um novo crescimento em neurônios lesados, e o brotamento colateral, um novo crescimento em neurônios ilesos adjacentes ao tecido neural destruído. Essas alterações sinápticas difusas podem ser o mecanismo fisiológico subjacente a uma reaprendizagem ou processo compensatório.

O brotamento é caracterizado por uma fase inicial rápida, seguida de outra muito mais lenta que dura meses. Brotamentos a partir de axônios preservados aparecem e se propagam sobre os campos próximos, entre 4 a 5 dias após a lesão. Outra característica do fenômeno é sua seletividade tanto em termos do local, quanto do tipo de fibras que sofrem o processo.

Ativação de Sinapses Latentes: quando um estímulo importante às células nervosas é destruído, sinapses residuais ou dormentes previamente ineficazes podem se tornar eficientes.

Supersensitividade de Desnervação: quando ocorre desnervação a célula pós sináptica torna-se quimicamente supersensível. Dois possíveis mecanismos são responsáveis pelo fenômeno:

1- desvio na supersensitividade (pré sináptica) causando acúmulo de acetilcolina na fenda sináptica;

2- alterações na atividade elétrica das membranas .

Estas formas de regeneração no SNC são crucialmente dependentes do ambiente tissular no qual os novos axônios estão crescendo. Eles podem não conseguir estabelecer conexões sinápticas apropriadas, devido aos fatores tróficos, condições desfavoráveis de substratos extracelulares, barreiras mecânicas, como de cicatrizes gliais densas, ou outros mecanismos inibitórios.

As áreas motoras do SNC demonstram os princípios do brotamento e da sinaptogênese reativa. O brotamento colateral já foi identificado no córtex, no núcleo vermelho e outras regiões cerebrais, sugerindo que este é um fenômeno generalizado. Supersensitividade de desnervação, por outro lado, já foi demonstrada no núcleo caudado. A base das mudanças reorganizacionais é a presença de conexões intracorticais que permitem interações variáveis entre neurônios no córtex motor primário .

Outro mecanismo ainda em fase de testes é o de transplante de células. O uso do transplante, combinado com um treinamento adequado, demonstra que pode haver recuperação através deste associado com programas de reabilitação, com melhora na habilidade motora .

Reabilitação e Plasticidade Cerebral

Até os anos 50, aproximadamente, existia a idéia entre os clínicos que a falta de capacidade dos neurônios se dividirem supunha a impossibilidade de se fazer algo quando as conexões e neurônios eram perdidos em conseqüência da lesão cerebral. A repercussão direta desse conceito era a inércia terapêutica, esperando que a natureza fizesse algo para a recuperação espontânea das funções danificadas.

Um paciente que experimenta os fenômenos da recuperação após lesão cerebral possui um SNC anormal ou atípico, não só em termos das disfunções alteradas ou perdidas, mas também em termos de conexões sinápticas, circuitos e vias destruídas ou modificadas, devido à reorganização por que passa o SNC. Esta reorganização é também responsável pelas modificações que são observadas clinicamente no sistema neuromuscular dos pacientes. Por esses meios, diz-se que o indivíduo pode reaprender atividades desenvolvidas por ele previamente de forma espontânea e harmoniosa. Porém, este processo é lento e gradual, devendo ser valorizados os pequenos progressos de cada dia.

A reabilitação do cérebro lesado pode promover reconexão de circuitos neuronais lesados. Quando há uma pequena perda de conectividade, tende a uma recuperação autônoma, enquanto uma grande perda terá perda permanente da função. Também existem lesões potencialmente recuperáveis, mas que para tanto necessitam de objetivos precisos de tratamento, mantendo níveis adequados de estímulos facilitadores e inibidores.

As mudanças organizacionais dependem da localização da lesão e são encontrados em ambos os hemisférios cerebrais, dependem de áreas lesadas e íntegras pré-existentes, processamento de redes difundidas e organizadas sem a formação de novos centros.

O conhecimento dos mecanismos celulares e funcionais dos fenômenos da plasticidade tanto no SNC como no SNP, contribui para o esclarecimento das causas dos desequilíbrios cinesiopatológicos, no diagnóstico das perdas da independência funcional dos pacientes (objetivo fundamental da avaliação fisioterapêutica). Além disso, tem a função de nortear o programa de intervenção terapêutica a ser estabelecido. Isso contribui para o estabelecimento de limites, duração da intervenção, ou seleção de métodos e técnicas que sejam mais apropriadas na facilitação da recuperação funcional normal do sistema nervoso após lesões que o acometem .

Retirado de: http://www.profala.com/artneuro1.htm

publicado por psicologiaxxi às 22:26

Hemisférios cerebrais

Diagrama lateral do cérebro.

O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Enquanto o hemisfério direito, é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade. Nos canhotos as funções estão invertidas. O hemisfério esquerdo diz-se dominante, pois nele localiza-se 2 áreas especializadas: a Área de Broca (B), o córtex responsável pela motricidade da fala, e a Área de Wernicke (W), o córtex responsável pela compreensão verbal.

O corpo caloso, localiza-se no fundo da fissura inter-hemisférica, ou fissura sagital, é a estrutura responsável pela conexão entre os dois hemisférios cerebrais. Essa estrutura, composta por fibras nervosas de cor branca (freixes de axónios envolvidos em mielina), é responsável pela troca de informações entre as diversas áreas do córtex cerebral.

O córtex motor é responsável pelo controle e coordenação da motricidade voluntária. Traumas nesta área causam fraqueza muscular ou mesmo paralisia. O córtex motor do hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo, e o córtex motor do hemisférios direito controla o lado esquerdo do corpo. Cada córtex motor contém um mapa da superfície do corpo: perto da orelha, está a zona que controla os músculos da garganta e da língua, segue-se depois a zona dos dedos, mão e braço; a zona do tronco fica ao alto e as pernas e pés vêm depois, na linha média do hemisfério.

O córtex pré-motor é responsável pela aprendizagem motora e pelos movimentos de precisão. É na parte em frente da área do córtex motor correspondente à boca que reside a Área de Broca, que tem a ver com a linguagem. A área pré-motora fica mais activa do que o resto do cérebro quando se imagina um movimento, sem o executar. Se se executa, a área motora fica também activa. A área pré-motora parece ser a área que em grande medida controla o sequenciamento de acções em ambos os lados do corpo. Traumas nesta área não causam nem paralisia nem problemas na intenção para agir ou planear, mas a velocidade e suavidade dos movimentos automáticos (ex. fala e gestos)fica perturbada. A prática de piano, ténis ou golfe envolve o «afinar» da zona pré-motora - sobretudo a esquerda, especializada largamente em atividades sequenciais tipo série.

Cabe ao córtex do cerebelo, fazer a coordenação geral da motricidade, manutenção do equilíbrio e postura corporal. O cerebelo representa cerca de 10% do peso total do encéfalo e contém mais neurônios do que os dois hemisférios juntos.

O eixo formado pela adeno-hipófise e o hipotálamo, são responsáveis pela auto regulação do funcionamento interno do organismo. As funções homeostáticas do organismo (função cárdio-respiratória, circulatória, regulação do nível hídrico, nutrientes, da temperatura interna, etc) são controladas automaticamente.

 

Córtex cerebral e lobos cerebrais

Lobos Cerebrais

  Lobo Frontal
  Lobo Parietal
  Lobo Temporal
  Lobo Occipital

No cérebro há uma distinção visível entre a chamada massa cinzenta e a massa branca, constituída pelas fibras (axónios) que entreligam os neurónios. A substância cinzenta do cerebro, o córtex cerebral, é constituído corpos celulares de dois tipos de células: as células de Glia - também chamadas de neurôglias - e os neurônios. O córtex cerebral humano é um tecido fino (como uma membrana) que tem uma espessura entre 1 e 4 mm e uma estrutura laminar formada por 6 camadas distintas de diferentes tipos de corpos celulares de neurônios. Perpendicularmente às camadas, existem grandes neurônios chamados neurônios piramidais que ligam as várias camadas entre si e representam cerca de 85% dos neurônios no córtex. Os neurônios piramidais estão entreligados uns aos outros através de ligações excitatórias e pensa-se que a sua rede é o «esqueleto» da organização cortical. Podem receber entradas de milhares de outros neurônios e podem transmitir sinais a distâncias da ordem dos centímetros e atravessando várias camadas do córtex. Os estudos realizados indicam que cada célula piramidal está ligada a quase tantas outras células piramidais quantas as suas sinapses (cerca de 4 mil); o que implica que nenhum neurônio está a mais de um número pequeno de sinapses de distância de qualquer outro neurônio no córtex.

Embora até há poucos anos se pensasse que a função das células de Glia é essencialmente a de nutrir, isolar e proteger os neurônios, estudos mais recentes sugerem que os astrócitos podem ser tão críticos para certas funções corticais quanto os neurônios.

As diferentes partes do córtex cerebral são divididas em quatro áreas chamadas de lobos cerebrais, tendo cada uma funções diferenciadas e especializadas. Os lobos cerebrais são designados pelos nomes dos ossos cranianos nas suas proximidades e que os recobrem. O lobo frontal fica localizado na região da testa; o lobo occipital, na região da nuca; o lobo parietal, na parte superior central da cabeça; e os lobos temporais, nas regiões laterais da cabeça, por cima das orelhas.

O lobo frontal, que inclui o córtex motor e pré-motor e o córtex pré-frontal, está envolvido no planeamento de acções e movimento, assim como no pensamento abstracto. A actividade no lobo frontal aumenta nas pessoas normais somente quando temos que executar uma tarefa difícil em que temos que descobrir uma sequência de acções que minimize o número de manipulações necessárias. A parte da frente do lobo frontal, o córtex pré-frontal, tem que ver com estratégia: decidir que sequências de movimento activar e em que ordem e avaliar o seu resultado. As suas funções parecem incluir o pensamento abstracto e criativo, a fluência do pensamento e da linguagem, respostas afectivas e capacidade para ligações emocionais, julgamento social, vontade e determinação para acção e atenção selectiva. Traumas no córtex pré-frontal fazem com que uma pessoa fique preso obstinadamente a estratégias que não funcionam ou que não consigam desenvolver uma sequência de acções correcta.

Os lobos parietais, temporais e occipitais estão envolvidos na produção das percepções resultantes daquilo que os nossos órgãos sensoriais detectam no meio exterior e da informação que fornecem sobre a posição e relação com objetos exteriores das diferentes partes do nosso corpo.

 

Lobos occipitais

Os lobos occipitais estão localizados na parte inferior do cérebro. Coberta pelo córtex cerebral, esta área é também designada por córtex visual, porque processa os estímulos visuais. É constituida por varias subáreas que processam os dados visuais recebidos do exterior depois de terem passado pelo tálamo: há zonas especializadas em processar a visão da cor, do movimento, da profundidade, da distância, etc. Depois de percebidas por esta área - área visual primária- estes dados passam para a área visual secundária. É aqui que a infromação recebida é comparada com os dados anteriores que permite, por exemplo, identificar um cão, um automóvel, uma caneta. A área visual comunica com outras areas do cérebro que dão significado ao que vemos tendo em conta a nossa experiencia passada, as nossas expetativas. Por isso é que o mesmo objeto nao é percepcionado da mesma forma por diferentes sujeitos. Para além disso, muitas vezes o cérebro é orientado para discriminar estímulos. Uma lesão nesta área provoca agnosia, que consiste na impossibilidade de reconhecer objetos, palavras e, em alguns casos, as caras de pessoas conhecidas ou de familiares.


 

Lobos temporais

Os lobos temporais estao localizados na zona por cima das orelhas tendo como principal função processar os estímulos auditivos. Os sons produzem-se quando a área auditiva primária é estimulada. Tal como nos lobos occipitais, é uma área de associação - área auditiva secundária- que recebe os dados e que, em interacção com outras zonas do cérebro, lhes atribui um significado permitindo ao Homem reconhecer o que ouve.


 

Lobos Parietais

Os lobos parietais, localizados na parte superior do cérebro, são constituidos por duas subdivisões - a anterior e a posterior. A zona anterior designa-se por córtex somatossensorial e tem por função possibilitar a recepção de sensações, como o tacto, a dor, a temperatura do corpo. Nesta área primária, que é responsavel por receber os estimulos que têm origem no ambiente, estao representadas todas as áreas do corpo. São as zonas mais sensiveis que ocupam mais espaço nesta área, porque têm mais dados para interpretar. Os lábios, a língua e a garganta recebem um grande número de estímulos, precisando, por isso, de uma maior área. A área posterior dos lobos parietais é uma área secundária que analisa, interpreta e integra as informações recebidas pela área anterior ou primária, permitindo-nos a localização do nosso corpo no espaço, o reconhecimento dos objectos através do tacto, etc.

 

Área de Wernicke

É na zona onde convergem os lobos occipital, temporal e parietal que se localiza a área de Wernicke, que desempenha um papel muito importante na produção de discurso. É esta área que nos permite compreender o que os outros dizem e que nos faculta a possibilidade de organizarmos as palavras sintacticamente correctas.

publicado por psicologiaxxi às 22:08

O Encéfalo:

 

O Encéfalo encontra-se localizado no interior do cranio, protegido por um conjunto de tres membranas, que são as meninges. É constituido por um conjunto de estruturas especializadas que funcionam de forma integrada para assegurar unidade ao comportamento humano.

É formado por:

  • Bolbo raquidiano
  • Hipotalamo
  • Corpo caloso
  • cortex cerebral
  • tálamo
  • formação reticular
  • cerebelo
  • Hipofise

 

 Evolução e Desenvolvimento do Encéfalo

Divisões do Encéfalo

(em Revisão)

 

Quanto ao nível evolutivo, podemos distinguir as seguintes unidades cerebrais:

  • O cérebro primitivo ou arquencéfalo, unidade cerebral responsável pela auto-preservação e agressão, é formado pelas estruturas do tronco encefálico e cerebelo, pelo mais antigo núcleo da base, o globo pálido e pelos bulbos olfatórios. Corresponde ao cérebro dos répteis, também chamado complexo-R, pelo neurocientista Paul MacLean.
  • O cérebro intermediário, unidade cerebral responsável pelas emoções dos velhos mamíferos, é formado pelas estruturas do sistema límbico e corresponde ao cérebro dos mamíferos inferiores.
  • O cérebro superior ou cérebro racional, unidade cerebral responsável pelas tarefas intelectuais dos novos mamíferos, compreende a maior parte dos hemisférios cerebrais (formado por um tipo de córtex mais recente, denominado Neocórtex) e alguns grupos neuronais sub-corticais). É o cérebro dos mamíferos superiores, aí incluindo os primatas e consequentemente, o homem moderno Homo sapiens.

Essas 3 estruturas foram aparecendo, uma após a outra, durante o desenvolvimento do embrião e do feto (ontogenia), recapitulando, cronologicamente, a evolução (filogenia) das espécies, do réptil e até do Homo sapiens. No dizer de MacLean, elas são 3 computadores biológicos que embora interconectados, conservam cada um nas palavras do cientista, "suas próprias formas peculiares de inteligência, subjetividade, sentido de tempo e espaço, memória, motricidade e outras funções menos específicas."

publicado por psicologiaxxi às 21:50

Lesões no Cérebro:



As lesões no cérebro podem ser provocadas por tumores, hemorragias, bloqueios nos vasos sanguíneos e acidentes. O estudo destas lesões permitiu o conhecimento do cérebro mas a localização exacta das funções cerebrais está ainda por esclarecer: uma dificuldade surgida após uma lesão apenas revela que a área lesionada está envolvida na função que se perdeu.

Os cérebros das crianças até aos 4 anos (quando o cérebro ainda não atingiu o seu desenvolvimento pleno) possuem ainda a capacidade de suplência, permitindo que uma função cerebral perdida após uma lesão seja compensada por uma área diferente do cérebro.
Paralelamente investiga-se a possibilidade de células cerebrais germinativas permitirem a produção de novas células cerebrais. Este estudo ainda está confinado a animais.

  • Lesões na área de Broca - estudada por Paul Broca em 1863 e situada na área frontal - leva a que os pacientes compreendam o discurso dos outros mas não consigam encontrar palavras para exprimir ideias.
  • Na parte esquerda do lobo temporal, a área de Wernicke (descoberta por Carl Wernicke em 1871) leva a que os paciente tenha dificuldade na compreensão do seu próprio discurso, que passa a ser elaborado de forma fluente mas sem sentido.

Estudos feitos por António e Hanna Damásio mostraram que lesões no córtex podem levar à perda de capacidades especificas na linguagem: Algumas lesões no lobo temporal podem levar à incapacidade em pronunciar substantivos, outras ao nível dos lobos frontal e parietal acarretam problemas em lidar com os verbos.

Nomes das lesões mais conhecidas:

  • Afasia - Dificuldade em falar de forma articulada
  • Agrafia - incapacidade de escrever
  • Apraxia - incapacidade em organizar os movimentos para uma acção
  • Agnosia visual - incapacidade em reconhecer coisas
  • Agnosia auditiva - incapacidade em compreender o que está a ser ouvido
  • Prosopagnosia - incapacidade em reconhecer rostos
  • Anosognosia - Incapacidade em tomar consciência da própria doença
  • Alexia - incapacidade em compreender os sinais gráficos que constituem as palavras (lesão no lobo occipital)
publicado por psicologiaxxi às 21:45

Sistema Nervoso:

Sistema Nervoso Central 

 

Ao Sistema Nervoso Central cabe a coordenação das principais funções do comportamento humano e é constituído por duas estruturas, correspondentes aos órgãos efectores

  • Espinal-medula - Funções
  • Encéfalo - Divisão

Ao Sistema Nervoso Central cabem as principais funções do comportamento humano e é constituído por duas estruturas:

  • Encéfalo
  • Espinal-medula

Espinal Medula:

A espinal Medula (ou medula espinal) é formada por um tubo cilíndrico (1 cm de diâmetro e 50 cm de comprimento) sendo alojada ao longo da coluna onde se encontra protegida pelas vértebras. O seu interior tem cor cinzenta e o exterior é branco

Tem duas funções:

  • Transmissão de sinais -  é responsável pela condução de e para o encéfalo.
    Recebe os sinais dos órgãos dos sentidos e dos músculos transmitindo-os ao cérebro. No sentido inverso, o cérebro envia para a medula, através dos axónios, ordens referentes à movimentação de músculos. Assim uma lesão na espinal medula pode causar a incapacidade de controlar o funcionamento das pernas, braços, os intestinos ou a bexiga.)
  • Actividade reflexa - refere-se ao mecanismo que permite uma resposta motora (não consciente) a um estímulo. Tal acontece no caso de um estímulo que provoque a dor em que a resposta é anterior à chegada da informação ao cérebro e consequente tomada de consciência. A esta resposta dá-se o nome de reflexo e caracteriza-se por ser uma resposta rápida, instantânea e automática a um estímulo.

A espinal-medula é ligada ao Encéfalo pelo Bolbo Raquidiano, sendo as comunicações entre a medula, cérebro e cerebelo asseguradas pelo tronco cerebral que estabelece a transmissão de informações através dos pedúnculos (feixes de fibras nervosas). Estes elementos de ligação constituem o encéfalo posterior


Encéfalo:

Encéfalo e é composto por um conjunto de elementos que podemos agrupar em três secções de acordo com a sua localização na caixa craniana:



O Encéfalo Posterior ou Metencéfalo é constituído por:

1- Bolbo (ou bulbo) raquidiano
É o prolongamento da parte superior da espinal-medula estabelecendo a ligação ao encéfalo. Ao contrário do cerebelo e do cérebro possui um cor branca no exterior sendo cinzento por dentro.

 Tem funções semelhantes à medula como centro de actividade reflexa e condutor de informações:

  • Recebe informações dos sentidos situados na cabeça
  • Fornece impulsos de controlo motor dos músculos da cabeça
  • Intervém nas funções ligadas à preservação da vida como o ritmo respiratório, cardíaco e o sono.

2- Cerebelo - Com um formato semelhante ao cérebro é no entanto 10 vezes mais pequeno. Tal como o cérebro é constituído por dois hemisférios ligados entre sí na parte inferior. 

  • Controla a coordenação e aprendizagem de movimentos.
  • Responsável pela manutenção do equilíbrio e postura do corpo.
  • Ligado aos actos motores complexos e rápidos (ex. tocar piano)

Lesões no cerebelo resultam em perda de equilíbrio e descoordenação de movimentos.


3- Protuberância - É o local de passagem de fibras nervosas que unem os diferentes níveis do sistema nervoso central

 Encéfalo Médio ou Mesencéfalo está localizado ao longo do tronco cerebral, desde o bolbo raquidiano ao tálamo, sendo a parte mais pequena do encéfalo e constitui o núcleo activador do sistema auditivo e visual. Algumas regiões desta estrutura estão envolvidas no controlo dos movimentos dos olhos, enquanto que outras estão envolvidas no controlo motor dos músculos esqueléticos

 A principal estrutura do Encéfalo Médio é designada por Sistema Activador Reticular  (S.A.R. ou Sistema Reticular Activante) 
É constituído por uma fina rede de nervos que despertam as diversas áreas do cérebro, de modo a executarem as funções a que estão destinadas.

Funções do S.A.R.:

  • Selecciona as mensagens a serem analisadas pelo cérebro
  • Alertar o cérebro
  • Responsável pelo estado de vigília / sono
  • Responsável pelas situações de atenção / distracção

A lesão do S.A.R. causa um estado de coma permanente

O cérebro constitui a unidade mais volumosa do Encéfalo (4/5 do encéfalo) e possui dois hemisférios (direito e esquerdo) unidos pelo corpo caloso. Esta ligação é feita por um faixa de fibras que estabelece a comunicação dos hemisférios. A superfície dos hemisférios está coberta pelo córtex cerebral, composto por neurónios

Cada hemisfério controla a metade oposta do corpo humano - assim a mão esquerda é controlada pelo hemisfério direito.
Por outro lado algumas funções e capacidades intelectuais parecem estar localizadas em hemisférios específicos, o que levou ao estabelecimento a diversas tentativas de mapeamento do cérebro. Contudo é pela interligação dos dois hemisférios que o funcionamento cerebral se estabelece de forma harmoniosa. A quebra da sua ligação leva a que os hemisférios operem independentemente, surgindo disfunções como a dislexia.

O córtex está dividido em quatro zonas - os lobos cerebrais (existindo um por cada hemisfério do cérebro):

  • Frontal - área motora
  • Temporal - área auditiva
  • Parietal - área sensorial ou somatossensorial
  • Occipital - área visual

A zona pré-frontal do córtex corresponde à área do pensamento e resolução de problemas.

  Os lobos são semelhantes entre si distinguindo-se em cada um deles, dois tipos de áreas:

  1. Primárias - áreas de projecção sensorial ou motoras. Actuam como centros de recepção de informação sensorial antes de serem organizadas ou como centros de transmissão de ordens motoras. Correspondem a 25% do córtex
  2. Secundárias - áreas de associação que coordenam e integram a informação recebidas nas áreas primárias. Estão ligadas a processos mentais, abstractas como as áreas de Broca e Wernicke.Correspondem a 75% do córtex.

O Encéfalo Anterior ou Protencéfalo é composto pelo Tálamo, Hipotálamo, Sistema Límbico (situados entre os hemisférios cerebrais e encéfalo médio) bem como pelo Cérebro.

O Tálamo, situado acima do tronco cerebral, distribui e processa as informações motoras e sensoriais destinadas ao córtex cerebral. As comunicações do córtex para o cerebelo ou para o bolbo raquidiano passam igualmente pelo hipotálamo. Estará ainda envolvido na regulação dos níveis de atenção de algumas experiências sensoriais e emoções

O Hipotálamo regula a actividade autónoma e a secreção hormonal através da glândula pituitária.Possui conexões importantes com o tálamo, o encéfalo médio e com as áreas corticais envolvidas no processamento das informações do sistema autónomo. Assim regula funções biológicas básicas como a fome, sede, excitação sexual, temperatura corporal, bem como agressividade instintiva e circulação sanguínea.

O Sistema límbico é composto por um grupo complexo de áreas corticais e de nódulos sub-corticais que trocam informações através do conjunto de feixes de associação. Os seus componentes constituem o cérebro das emoções. As lesões neste sistema provocam respostas emocionais invulgares, como a amnésia (no caso do hipocampo). Constituem o sistema límbico:

  • 1. Hipocampo - está envolvido nos processos de:
  • o Aprendizagem
  • o Memória (nos estádios iniciais de memorização)
  • o Emoção
  • o Coordenação das acções dos sistemas autónomo e endócrino
  • 2. Amígdala - está relacionada com a memória, a emoção e a agressividade.
    A sua estimulação eléctrica causa no homem medo e ansiedade. Em experiências com macacos a sua ablação tornou os animais dóceis.
  • 3. Septo
  • 4. Bolbo olfactivo

O Cérebro é a estrutura principal do encéfalo ocupando a maior parte do volume da caixa craniana, constituída por dois hemisférios

Neurónios:


Neurónio- célula nervosa, responsável pelo transporte de oxigénio.
Existem neurónios de diversos tipos de modo a corresponderem a diferentes funções

  • Efectores ou motores
  • Conexão
  • Receptores ou Sensoriais

Informação retirada de: http://psicologia2007.blog.com/

publicado por psicologiaxxi às 21:38

O Neurónio:

 

O Neurónio é a célula do sistema nervoso responsável pela condução do impulso nervoso. Há cerca de 100 milhares de milhão de neurónios no sistema nervoso humano. O neurónio é constituído pelas seguintes partes: corpo celular (onde se encontra o núcleo celular), dendrites, axónio e telodendrite .

O neurónio pode ser considerado a unidade básica da estrutura do cérebro e do sistema nervoso. A membrana exterior de um neurónio toma a forma de vários ramos extensos chamados dendrites ou dendrites , que recebem sinais eléctricos de outros neurónios , e de uma estrutura a que se chama um axónio que envia sinais eléctricos a outros neurónios . O espaço entre a dendrite de um neurónio e o axónio de outro é o que se chama uma sinapse: os sinais são transportados através das sinapses por uma variedade de substâncias químicas chamadas neurotransmissores . O córtex cerebral é um tecido fino composto essencialmente por uma rede de neurónios densamente interligados tal que nenhum neurónio está a mais do que algumas sinapses de distância de qualquer outro neurónio .

Os neurónios recebem continuamente impulsos nas sinapses das suas dendrites vindos de milhares de outras células. Os impulsos geram ondas de corrente eléctrica excitadora ou inibitória; cada uma num sentido diferente) através do corpo da célula até a uma zona chamada a zona de disparo, no começo do axónio . É aí que as correntes atravessam a membrana celular para o espaço extracelular e que a diferença de voltagem que se forma na membrana determina se o neurónio dispara ou não.

Imagem:Complete neuron cell diagram pt.svg

Os neurónios caracterizam-se pelos processos que conduzem impulsos nervosos para o corpo e do corpo para a célula nervosa. Os impulsos nervosos são reações físicoquímicas que se verificam nas superfícies dos neurónios e seus processos. Reações semelhantes ocorrem em muitos outros tipos de células mas elas são mais notáveis nos neurónios , cujos caracteres estruturais se destinam a facilitar a transmissão dos impulsos a grandes distâncias. A cromatina nuclear é escassa, enquanto que o nucléolo é muito proeminente. O DNA está presente na cromatina sexual, que é maior em neurónios de indivíduos do sexo feminino. A substância cromidial no citoplasma é chamada de substância de Nissl. À microscopia eletrônica mostra-se disposta em tubos estreitos recobertos de finos grânulos. Estudos histoquímicos e outros demostraram-na constituída de nucleoproteínas. Estas nucleoproteínas diminuem durante a atividade celular intensa e durante a cromatólise que se segue à secção de axônios.

Existem três tipos de neurónios: sensitivos, motores e conectores. O neurónio sensitivo leva a mensagem do receptor (órgão dos sentidos) até à medula espinal ou ao cérebro. O neurónio motor transmite aos músculos ou glândulas a ordem do cérebro ou da medula. O neurónio conector conduz os impulsos entre os neurónios sensitivos e os neurónios motores.

publicado por psicologiaxxi às 21:30

Cérebro:

 

O cérebro é um órgão do sistema nervoso central situado no interior da caixa craniana de diversos animais vertebrados, dentre eles o ser humano. Divide-se em hemisférios cerebrais e estruturas intra-hemisféricas, sendo os hemisférios distintos pelas pregas nas suas superfícies, que formam giros, os quais são separados por sulcos ou fendas.

Cérebro humano:

O cérebro humano, que requer 25% do sangue que o coração bombeia, é particularmente complexo e extenso. Divide-se em duas metades designadas como hemisfério esquerdo e hemisfério direito. O seu aspecto assemelha-se ao miolo de uma noz. É um conjunto distribuído de milhares de milhões de células que se estende por uma área de mais de 1 metro quadrado dentro do qual conseguimos diferenciar certas estruturas correspondendo às chamadas áreas funcionais, que podem cada uma abranger até um décimo dessa área.

 

publicado por psicologiaxxi às 21:26

Prematuridade e Neotenia:

Idade Gestacional

A idade gestacional é o tempo, medido em semanas ou em dias completos, decorrido desde o início da última menstruação (ou data da última menstruação - DUM) da mulher grávida.

O primeiro dia do último ciclo menstrual ocorre aproximadamente 2 semanas antes da ovulação e cerca de 3 semanas antes da nidação do blastocisto. Observa-se, assim, uma diferença aproximada de duas semanas entre a idade gestacional e a idade embrionária (considerada a partir da fecundação).

A idade gestacional é medida em períodos completos, pelo que o 1º dia de cálculo (o início da DUM) é o dia "zero" e não o dia "um", e os dias 0 a 6 correspondem à "semana zero". Por isso um feto com 25 semanas e cinco dias é considerado como um feto com 25 semanas.

 

Neotenia:

 

Neotenia é o nome dado à propriedade, em animais, de retenção na idade adulta de características típicas da sua forma jovem. Na neotenia os animais têm seu sistema reprodutor maturado e se reproduzem normalmente, porém seu aspecto externo é de um indivíduo jovem. A maturação do sistema gamético difere daquela do sistema somático, o qual é reprimido. A neotenia tambem é encontrada no homem e esta ligado à falta de acabamento ontogenético. A neotenia ocorre em salamandras.

Persistência dos caracteres larvais na idade adulta, em alguns animais. Por exemplo, o axolotle, conserva durante toda a vida brânquias externas.

Figura 1: Um chimpanzé jovem é mais parecido com um humano do que um chimpanzé adulto.

publicado por psicologiaxxi às 21:18

Lei da recapitulação:

Filogénese:

Filogenia (ou filogénese) (grego: phylon = tribo, raça e genetikos = relativo à gênese = origem) é o termo comumente utilizado para hipóteses de relações evolutivas(ou seja, relações filogenéticas) de um grupo de organismos, isto é, determinar as relações ancestrais entre espécies conhecidas (ambas, as que vivem e as extintas). Sistemática Filogenética, proposta por Willi Hennig, é o estudo filogenético desses grupos, geralmente com a finalidade de testar a validade de grupos e classificações taxonômicas. De acordo com esta abordagem, somente são aceites como naturais os grupos comprovadamente monofiléticos. A Sistemática Filogenética é uma base sobre a qual diversos métodos foram desenvolvidos, dos quais o dominante atualmente é a Cladística.

Todos os métodos, com excepção da parcimônia, dependem de um modelo matemático implícito ou explícito que descreve a evolução dos caráters observados nas espécies analisadas, e é normalmente usado para filogenia molecular onde os nucleotídeos alinhados são considerados caráters.

 

Ontogénese:

Ontogenia (ou ontogénese) descreve a origem e o desenvolvimento de um organismo desde o ovo fertilizado até sua forma adulta. A ontogenia é estudada em Biologia do Desenvolvimento. A ontogênese define a formação e desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do óvulo até à morte do indivíduo. A ideia de que a ontogenia recapitula a filogenia, isto é, que o desenvolvimento de um organismo reflete exatamente o desenvolvimento evolucionário das espécies, está hoje desacreditada. Não obstante, muitas conexões entre ontogenia e filogenia podem ser observadas e explicadas pela teoria evolucionista.

No desenvolvimento do indivíduo, este atravessa vários estádios.

 

Lei da recapitulação:

 

Nos finais do século XIX, principio do século XX, vários investigadores, entre os quais Ernst Haeckel (1834-1919), defenderam que o desenvolvimento embrionário dos vertebrados recapitularia as etapas de evolução. O desenvolvimento de um peixe pararia prematuramente, enaquanto que o desenvolvimento de um pássaro iria cumprir etapas posteriores. O ser humano avançaria numa evolução através de etapas cada vez mais complexas. Esta lei é uma teoria onde a ontogénese (ou ontogenia) recapitula a filogénese (ou filogenia). No decurso do desenvolvimento de um embrião, este irá reproduzir os estádios de evolução da vida das espécies. Isto significa que a ontogénese será determinada pela filogénese. No primeiro estádio todos os embriões apresentam órgãos que se assemelham a guelras. No segundo estádio as guelras mantém-se, mas desaparecem no terceiro estádio nos animais que não vivem em ambiente aquático. Esta teoria veio a verificar-se falsa, pois Haeckel manipulou os dados para provar a sua teoria.

 

 

Figura 1: Teoria da recapitulação Embrionária;

publicado por psicologiaxxi às 20:54

Hereditariedade:

Conjunto de eventos biológicos responsáveis pela transmissão de uma herança a seus descendentes através de seus genes. A informação genética é transmitida através dos genes, porções de informação contida no DNA dos indivíduos sob a forma de sequências de nucleótidos. Existem dois tipos de hereditariedade: especifica e individual. A hereditariedade especifica é responsavel pela transmissão de agentes geneticos que determinam a herança de caracteristicas comuns a uma determinada especie. A hereditariedade individual designa o conjunto de agentes geneticos que actuam sobre os traços e caracteristicas proprios do individuo que o tornão um ser diferente de todos os outros.

 

Mecanismos de transmissão hereditária:

Muitos aspectos da forma do corpo, do funcionamento dos órgãos e dos comportamentos dos animais e dos seres humanos são transmitidos por hereditariedade. Muitas das nossas caracteristicas, quer em termos da nossa constituição física, quer em termos do nosso comportamento, são herdadas, já nascem connosco.

 

Cromossomas, ADN e genes são os agentes responsáveis pela transmissão das caracteristicas genéticas.

 

Cromossoma:

 

Um cromossoma é uma longa sequência de DNA, que contém vários genes, e outras sequências de nucleótidos com funções específicas nas células dos seres vivos.

Nos cromossomas dos eucariontes, o DNA encontra-se numa forma semi-ordenada dentro do núcleo celular, agregado a proteínas estruturais, as histonas (Fig. 1), e toma a designação de cromatina. Os procariontes não possuem histonas nem núcleo. Na sua forma não-condensada, o DNA pode sofrer transcrição, regulação e replicação.

Durante a mitose, os cromossomas encontram-se condensados e têm o nome de cromossomas metafásicos e é a unica ocasião em que se podem observar com um microscópio óptico.

 

Imagem:Chromosome.png

 

Figura 1:: Cromossoma. (1) Cromatídeo. Cada um dos dois braços idênticos de um cromossoma depois da fase S. (2) Centrómero. O ponto de ligação de dois cromatídeos, onde se ligam os microtúbulos. (3) Braço curto. (4) Braço longo.
 

Espécie

2n de cromossomos  

Espécie

2n de cromossomos
Drosófila 8   Humano 46
Centeio 14   Macaco 48
Cobaia 16   Carneiro 54
Avoante 16   Cavalo 64
Caracol 24   Galo 78
Minhoca 32   Carpa 104
Porco 40   Borboleta 380
Trigo 42   Samambaia 1200
 
Tabela 1: Número de cromossomas de diferentes espécies;

Cariótipo:

Cariótipo é o conjunto cromossômico ou a constante cromossômica diplóide (2n) de uma espécie. Representa o número total de cromossomos de uma célula somática (do corpo).

A palavra karyotype (cariótipo em português) é derivada da palavra Grega “karyon”para nó e “typos” para forma.

A representação do cariótipo pode ser um cariograma (imagem dos cromossomos) ou um idiograma (esquema dos cromossomos), e é ele quem fornece as informações substanciais para o estabelecimento das relações entre espécies, com respeito à organização dos cromossomos. Além das colorações ditas como convencionais (Giemsa, Orceína Acética, reativo de Schiff, hematoxilina/eosina, etc.), podem ser aplicadas nos cromossomas metodologias que identificam "bandas". Os bandamentos (C, G, Q, R, Ag-RON) são importantes para a identificação de cromossomas homólogos e homeólogos, e na caracterização de polimorfismos ou de relações de parentesco entre espécies próximas, distinguindo possíveis rearranjos cromossômicos. O Cariograma é a representação do conjunto de cromossomas presentes numa célula de um indivíduo, ordenados em pares de homólogos. Os cromossomas do par 23 são idênticos na mulher e diferentes no homem e denominam-se cromossomas sexuais. Os outros 22 pares de cromossomas denominam-se autossomas.

Na espécie humana existem 46 cromossomas nas células somáticas (2n = 46).

 

Imagem:Human male karyotpe.gif

Figura 2: Cariótipo masculino;
 

ADN:

Ácido desoxirribonucleico (ADN ou DNA, em inglês Deoxyribonucleic acid) é uma molécula orgânica que contém a "informação" que coordena o desenvolvimento e funcionamento de todos os organismos vivos. O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e ARNs. Os segmentos de ADN que são responsáveis por carregar a informação genética são denominados genes. O restante da sequência de ADN tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética.

A estrutura da molécula de ADN foi descoberta conjuntamente pelo estado-unidense James Watson e pelo britânico Francis Crick em 7 de Março de 1953, o que lhes valeu o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962, juntamente com Maurice Wilkins.

 

Figura 3: Uma cadeia de ADN

 

Propriedades físicas e químicas:

O ADN é um longo polímero formado por unidades repetidas chamadas nucleotídeos [1] [2] O ADN é uma cadeia composta por 2,2 a 2,4 nanometros e um nucleotídeo, possui aproximandamente 0,33 nanometros de comprimento [3]. Embora os monômeros (nucleotídeos) que constituem o ADN sejam muito pequenos, um polímero de ADN pode ser enorme, uma molécula contem milhões de nucleotídeos. Por exemplo, o maior cromossomo humano (cromossomo 1), possui 220 milhões de pares de bases de comprimento [4].

Em organismos vivos, o ADN não existe como uma molécula única (fita simples), mas sim como um par de moléculas firmemente associadas [5] [6]. As duas longas fitas de ADN enrolam-se formando uma dupla hélice (figura 3). Os nucleotídeos estão presentes em ambas as fitas da dupla hélice, estão unidos com os nucleótidos da mesma fita por ligações fosfodiéster e unidos à fita complementar através das pontes de hidrogénio formadas pelas suas bases (figura 2). Em geral, uma base ligada a um açúcar é chamada nucleosídeo e uma base ligada a um açúcar e um fosfato é chamada nucleotídeo. Portanto, o ADN pode ser referido como um polinucleotídeo [7].

O cerne (backbone) da fita de ADN é formado por fosfato e resíduos de açúcar dispostos alternadamente. O açúcar no ADN é 2-desoxirribose, o qual é um açúcar pentose (cinco carbonos). Os açúcares são unidos por grupos de fosfato que formam ligações fosfodiester entre o terceiro e quinto átomos de carbono dos anéis de açúcar adjacentes. Estas ligações assimétricas significam que uma “única” fita de ADN tem uma direção. Numa dupla hélice a direção dos nucleotídeos de uma fita é oposta à direção dos nucleotídeos da outra fita. O formato das fitas do ADN é designado anti-paralelo. As terminações assimétricas das fitas de ADN são designadas terminais 5’ (cinco linha) e 3’ (três linha). Um das diferenças principais entre o ADN e o RNA encontra-se no açúcar, com a substituição da 2-desoxirribose no ADN pela ribose no RNA.

A dupla hélice ADN é estabilizada por pontes de hidrogênio entre as bases presas às duas fitas. As quatro bases encontradas no ADN são a adenina (abreviado A), citosina (C), guanina (G) e timina (T). Estas quatro bases estão representadas na figura 4 e ligam-se ao açúcar / fosfato para formar o nucleotídeo completo, que na figura 2 é mostrado como adenosina monofosfato.

 

A Adenina é uma purina que possui uma grande variedade de papeis em bioquímica participando da respiração celular, na forma de adenosina trifosfato (ATP), dinucleotídeo nicotinamida-adenina (NAD) e dinucleotídeo flavina-adenina (FAD). Na síntese de proteínas participa como um componente químico do DNA e RNA.

 

A Citosina é uma fibra orgânica que constitui boa parte do citoplasma das células vivas, formando o chamado citoesqueleto.

É uma substância cristalina, uma base nitrogenada, derivada do aminado da pirimidina cuja fórmula é a seguinte: C4H5N3O.

 

A Guanina é uma base nitrogenada, orgânica, assim como a adenina, a citosina e a timina, que se une com uma molécula de desoxirribose (pentose, monossacarídeo) e com um ácido fosfórico, geralmente o fosfato, para formar um nucleotídeo, principal base para formar cadeias polinucleotídeas que, por sua vez, formam o ADN (ácido desoxirribonucléico).

 

A Timina é uma base nitrogenada que compõe o nucleotídeo, a principal estrutura que forma o ácido desoxirubonucléico, mais conhecido como ADN.

A estrutura da timina é formada por substâncias químicas que formam uma molécula num único anel. Este tipo de composição é chamada pirimidina.

 

Imagem:DNA chemical structure.svg

 

 

Genes:

Segmentos de ADN com um determinado número de nucleótidos e com uma ordem propria constituem uma unidade de linguagem química desdignada por gene. O gene é um segmento de um cromossoma a que corresponde um codigo distinto, uma informaçao para produzir uma determinada proteína ou controlar uma caracteristica, por exemplo, a cor dos olhos.

Um cromossoma contem varios genes que são responsaveis por diferentes caracteristicas.

 

Genes de desenvolvimento:

  • Os genes de desenvolvimento codificam a forma do organismo definido, por exemplo, a pertença a uma dada espécie.
  • Este tipo de genes desenham o padrão do organismo.
  • Este tipo de genes definem as dimensoes e as formas dos diferentes órgãos determinando o número, a forma e a localização das células que os formam.
  • Estes genes são tembém chamados de genes arquitectos.
  • Planificam o processo de construçao do organismo, distinguindo-se por isso dos outros genes.
  • Estes genes dão fundamentais para perceber a evolução da espécie e o desenvolvimento do individuo.
  • Desempenham um papel decisivo nas etapas de construçao do cerebro.
  • Existem genes de desenvolvimento particulares que, por exemplo, controlam a divisao e a morte das células.
  • Têm funçoes reguladoras, ao articularem os aspectos evolutivos, genéticos e de desenvolvimento.

organismo

Nº de genes N° de pares de bases

Plantas

<50000

<1011

Humanos

25000

3x109

Moscas

12000

1.6x108

Fungos

6000

1.3x107

Bactérias

500-6000

5*105-107

Mycoplasma genitalium

500

580.000

Vírus de DNA

10-300

5000-200.000

Vírus de RNA

1-25

1000-23.000

Viróides

0-1

~500

Prions

0

0

 

Tabela 2: Número de genes de alguns organismos;

 

Genótipo:

O aparecimento de fenótipos diversos deve-se à presença de material hereditário herdado dos genitores. Esse material nada mais é do que o conjunto dos cromossomos que se situam no núcleo das células. Os cromossomos são interpretados como uma seqüência de genes. São os genes os portadores das informações que condicionam o fenótipo.

Ao conjunto dos genes de um indivíduo damos o nome de genótipo.

Sendo assim, podemos dizer o genótipo, que é o conjunto dos genes, condiciona os fenótipos totais, que é o conjunto das variáveis condicionadas pelos genes.

No caso da cor dos olhos, o fenótipo azul é sempre castanho pode ser condicionada pelo genótipo aa ou pelo genótipo Aa. Nesse exemplo estamos representando por A o gene que condiciona cor castanha (dominante), e por a, o gene que condiciona cor azul (recessivo).

Os genes que o indivíduo apresenta, são representados por letras, denominadas alelos (ex:Sistema ABO).

 

Fenótipo:

O fenótipo de um organismo é, quer a sua constituição e aparência física, quer a manifestação específica de uma característica, como o tamanho ou a cor dos olhos, que varia entre indivíduos. O fenótipo é determinado até certo ponto pelo genótipo, ou seja pela identidade dos alelos que um indivíduo possui num ou em mais locais dos cromossomas. Grande parte dos fenótipos são determinados por genes múltiplos e influenciados por factores ambientais. Assim, nem sempre a identidade de um ou de alguns alelos conhecidos permite prever o fenótipo.

Todavia, por os fenótipos serem muito mais fáceis de observar do que os genótipos (não é preciso química nem sequenciação para determinar a cor dos olhos de uma pessoa), a genética clássica usa fenótipos para deduzir as funções dos genes. Depois, testes de reprodução podem confirmar estas interacções. Desta forma, os primeiros genetistas conseguiram traçar padrões de hereditariedade sem qualquer tipo de conhecimento de biologia molecular.

A interacção entre o genótipo e o fenótipo é frequentemente descrita usando uma equação simples:

genótipo + meio → fenótipo

Um fenótipo é qualquer característica detectável de um organismo (i.e. estrutural, bioquímica, fisiológica e comportamental) determinada pela interacção entre o seu genótipo e o meio.

O conceito de fenótipo foi tornado mais vasto por Richard Dawkins, ao incluir efeitos sobre outros organismos ou sobre o meio em The Extended Phenotype

 

Foto 1 e 2: Bob e Damien Marley. Bob faleceu dois anos depois do nascimento do seu filho, Damien, mas as semelhanças físicas são evidentes, além do facto de terem desenvolvido o mesmo tipo de música.

Meiose:

Meiose é o nome dado ao processo de divisão celular através do qual uma célula vê o seu número de cromossomas reduzido para metade. Por este processo são formados gametas e esporos.

Nos organismos de reprodução sexuada a formação de seus gametas, ocorre por meio desse tipo de divisão celular. Quando ocorre fecundação, pela fusão de dois desses gametas, ressurge uma célula diplóide, que passará por numerosas mitoses comuns até formar um novo indivíduo, cujas células serão, também, diplóides.

A meiose permite a recombinação gênica, de tal forma que cada célula diplóide é capaz de formar quatro células haplóides geneticamente diferentes entre si. Isso explica a variabilidade das espécies de reprodução sexuada.

A meiose conduz à redução do número dos cromossomos a metade. A primeira divisão é a mais complexa, sendo designada divisão de redução. É durante esta divisão que ocorre a redução a metade do número de cromossomos. Na primeira fase, os cromossomas emparelham e trocam material genético (entrecruzamento ou crossing-over), antes de separar-se em duas células filhas. Cada um dos núcleos destas células filhas tem só metade do número original de cromossomos. Os dois núcleos resultantes dividem-se na Meiose II (ou Divisão II da Meiose), formando quatro células (três células no caso da oogénese). Qualquer das divisões se pode considerar que ocorre em quatro fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Imagem:Meiose (Overzicht).png

 Informação retirada de Wikipédia, a enciclopédia livre.

publicado por psicologiaxxi às 17:03

Genética:

Genética, do grego genno (fazer nascer), é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos. Ramo da biologia que estuda a forma como se transmitem as características biológicas de geração para geração. O termo genética foi primeiramente aplicado para descrever o estudo da variação e hereditariedade, pelo cientista Wiliam Batesson numa carta dirigida a Adam Sedgewick, datada de 18 de Abril de 1908.

Os humanos, já no tempo da pré-história utilizavam conhecimentos de genética através da domesticação e do cruzamento seletivo de animais e plantas. Atualmente, a genética proporciona ferramentas importantes para a investigação das funções dos genes, isto é, a análise das interacções genéticas. No interior dos organismos, a informação genética está normalmente contida nos cromossomos, onde é representada na estrutura química da molecula de DNA.

Os genes codificam a informação necessária para a síntese de proteínas. Por sua vez as proteínas influenciam, em grande parte, o fenótipo final de um organismo. Note-se que o conceito de "um gene, uma proteína" é simplista: por exemplo, um único gene poderá produzir múltiplos produtos, dependendo de como a transcrição é regulada.

 

publicado por psicologiaxxi às 16:38

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