Portefólio de psicologia 12ºano

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Dez 07
Dados biográficos

Jean Piaget (Neuchâtel, 9 de Agosto de 1896Genebra, 16 de Setembro de 1980) estudou inicialmente biologia, na Suíça, e posteriormente dedicou-se à área de Psicologia, Epistemologia e Educação, professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo numa série de estágios.
Jean Piaget demonstrou interesse por História Natural ainda na infância, tendo aos onze anos publicado seu primeiro artigo, sobre um pardal albino, que é considerado o início de sua carreira como cientista. Durante a adolescência, trabalhou como voluntário na secção de moluscos do museu de História Natural, escrevendo artigos sobre o tema. Piaget frequentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou Biologia e Filosofia. Formou-se em Ciências Naturais com 21 anos e, um ano depois, doutorou-se em Zoologia. Em Zurique, passou a interessar-se e a estudar psicologia e psiquiatria. Depois de formar-se foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental e frequentou aulas ministradas por Carl Jung, além de trabalhar em psiquiatria. Em 1919 foi para Paris, onde desenvolveu trabalhos no Laboratório de Alfred Binet, investigando o desenvolvimento intelectual da criança a partir de testes elaborados pelo investigador francês. É este traballho que o irá motivar a desenvolver as suas pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento. Em 1921, retorna para a Suíça e assume as funções de director de estudos no Instituto Jean-Jacques Rousseau da Universidade de Genebra, onde iniciou sua carreira, ao registar suas observações de crianças a brincar, que deram o fundamento para a construção de sua teoria. Piaget casou-se em 1923 com Valentine Châtenay e tiveram três filhas: Jacqueline (1925), Lucienne (1927) e Laurent (1931). Uma parte da teoria piagetiana teve por base as observações de Piaget e da esposa a respeito do desenvolvimento cognitivo de seus filhos durante a primeira infância.
Aos 27 anos, escreveu o seu primeiro livro de psicologia: A Linguagem e o Pensamento na Criança. Em 1925, ocupou o cargo de professor de Filosofia na sua cidade natal. Na década de 50, fundou, congregando investigadores de vários ramos do saber, o "Centro Internacional de Epistemologia Genética" da Faculdade de Ciências da Universidade de Genebra, de onde saíram importantes obras de psicologia cognitiva. Leccionou a disciplina de Psicologia da Criança, a partir de 1952, na Sorbone, Paris.
Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. Interessou-se fundamentalmente pelas relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estágios de desenvolvimento.
 
 
O desenvolvimento cognitivo
 
            Na década de 20, a psicologia está dominada por duas correntes: o gestaltismo, que defende que o cérebro contém estruturas inatas que determinam o modo como o sujeito organiza o mundo e as aprendizagens (o conhecimento é inato); e o behaviorismo, que considera o sujeito como determinado pelos condicionalismos do meio (os conhecimentos são adquiridos por estímulos do ambiente).
            Piaget vai afastar-se das posições extremadas das duas correntes, propondo um novo modelo explicativo: o sujeito constrói os seus conhecimentos pelas suas próprias acções. A inteligência é, assim, produto de um processo de adaptação, no qual interagem as estruturas mentais e a influência do mundo exterior: as estruturas da inteligência são produto de uma construção contínua do sujeito em interacção com o meio.          
  
 
Conceitos-chave da teoria de Piaget
 
            Segundo a teoria de Piaget, a inteligência constrói-se ao longo do tempo, por estágios. Partindo dos reflexos simples do bebé, herdados geneticamente, a criança vai criando progressivamente estruturas mentais até atingir o pensamento formal.
            A teoria piagetiana assenta sobre sete conceitos-chave: assimilação, acomodação, equilibração, adaptação, estádios, esquema e estruturas cognitivas.
           
            Assimilação: Processo através do qual o sujeito integra os dados, as informações que provêm do ambiente, nas suas estruturas cognitivas existentes.
Acomodação: Processo através do qual as estruturas cognitivas do sujeito sofrem modificações resultantes da integração dos dados novos que provêm do meio.
Equilibração: Processo de auto-regulação entre os processos de assimilação e acomodação que permite a adaptação do indivíduo ao meio, permitindo uma progressão no sentido de um pensamento cada vez mais complexo.
Compensação activa entre as novas aquisições e as anteriores.
Adaptação: Processo interno de equilíbrio entre o indivíduo e o meio através de dois processos/mecanismos: assimilação e acomodação.
Estádios: Etapas de desenvolvimento que se distinguem qualitativamente das fases anteriores e posteriores.
Esquema: Estrutura mental subjacente aos comportamentos que organiza a interacção do sujeito com o meio.
Espécie de acção mental que tanto pode ser simples, como pegar num brinquedo, ou complexa, como resolver um problema de matemática.
Estruturas cognitivas: Formas de organização mental que dotam o sujeito de determinadas capacidades intelectuais.
 
 
Estádios de desenvolvimento
 
            Para Piaget, o desenvolvimento intelectual processa-se em quatro estádios sucessivos, que são: estádio sensoriomotor, estádio pré-operatório, estádio das operações concretas e estádio das operações formais.
 
            Estádio sensoriomotor:
  • Desenvolvimento das capacidades perceptivas e motoras.
  • Coordenação das respostas.
  •  Noção de permanência do objecto.
  •  Inteligência prática que se aplica à resolução de problemas concretos.
  • A adaptação ao meio faz-se através de esquemas sensoriomotores.
  • Início da função simbólica.
 
Estádio Pré-operatório:
 
  • Desenvolvimento da função simbólica.
  • Desenvolvimento do pensamento e da linguagem.
  • Pensamento irreversível.
  •  Egocentrismo.
  • Pensamento intuitivo baseado em regras mas muito influenciado pelos dados da percepção.
 
Estádio das operações concretas:
 
  • Desenvolvimento da reversibilidade e da descentração.
  • Desenvolvimento do pensamento lógico recorrendo a objectos concretos - não é ainda um pensamento abstracto.
  • Domínio das noções de conservação de matéria, peso e volume.
  • Capacidade de fazer seriações e classificações.
Estádio das operações abstractas:
  • Desenvolvimento do pensamento lógico, formal, abstracto.
  • Realizam-se operações sobre ideias.
  • Egocentrismo intelectual – crença no poder ilimitado da reflexão.
  • Pensamento hipotético-dedutivo.
  • Capacidade de abstracção.
  • Deduz e induz de modo sistemático organizado.
 
Metodologia de investigação
           
            Piaget reflectiu e desenvolveu estudos sobre os próprios processos metodológicos, que se centraram sobretudo na aplicação do método clínico e na observação naturalista.
            O facto de ter feito parte da Sociedade Suiça de Psicanálise e de ter assumido o papel de psicanalista, ter-lhe-á dado uma especial sensibilidade para o desenvolvimento do método clínico, designadamente da entrevista clínica. Entrevistava crianças sobre o que pensavam, assumindo uma atitude de abertura: as respostas das crianças guiam o próprio diálogo.
            A sua experiência de biólogo orientou-o na observação naturalista dos seus filhos, dos filhos dos seus amigos, de crianças em várias situações do dia-a-dia, na escola, etc. Muitas das suas obras constituem uma ilustração dos seus métodos – observação, entrevista clínica - , que visavam seguir o processo de conhecer e pensar das crianças.
 
Conclusão
 
Ainda que alguns investigadores recentes ponham em causa alguns aspectos da teoria dos estádios desenvolvida por Piaget, a sua contribuição para a compreensão do desenvolvimento intelectual do ser humano é incontornável. Enquanto Freud descreveu as etapas afectivas do desenvolvimento, Piaget enunciou as etapas cognitivas formulando, assim, a primeira grande teoria do desenvolvimento da inteligência. As suas concepções revolucionaram literalmente as teorias sobre o desenvolvimento humano, sendo o percursor do cognitivismo. Os efeitos das suas concepções ultrapassam o âmbito da psicologia, influenciando decisivamente a pedagogia e a educação.
É também fundador de uma nova área do saber, a epistemologia genética, cujo objectivo passa pela compreensão da natureza e da origem do conhecimento. A sua formação – ele foi biólogo, filósofo, epistemólogo e psicólogo – abriu-lhe caminho para outras áreas como a sociologia, a cibernética, a lógica, que ele articulou numa visão interdisciplinar do ser humano e do mundo.
A sua obra marca uma ruptura não só com a maneira como a criança era encarada: abre uma nova perspectiva sobre o conhecimento e o pensamento humanos. A sua concepção construtivista e interaccionista, que perspectiva o ser humano como resultado de factores genéticos e ambientais, superou as perspectivas inatistas e comportamentalistas vigentes.

Clic no link para ver o filme: Jean Piaget


 
 
Texto de produção própria, mas baseado no livro "Ser Humano", Manual de Psicologia B do 12º ano da Porto Editora e biografia retirada da Wikipédia, a enciclopédia livre.
publicado por psicologiaxxi às 22:37

Resumo:

 
No Limite do Silêncio
O psicólogo Michael Hunter (Andy Garcia) é um pai de família atormentado pelo suicídio do filho mais novo. Por causa da tragédia, Hunter abandonou o consultório e deixou de atender seus pacientes. Mas, quando uma ex-aluna (Teri Polo) lhe pede uma opinião sobre o problemático Tommy (Vincent Kartheiser), o dr. Hunter vê no caso do rapaz sua chance de redenção. O trauma de Tommy foi presenciar o pai assassinar sua mãe. Ao completar 18 anos, o jovem deverá deixar o centro de reabilitação no qual vive e readaptar-se ao mundo. À medida que o dr. Hunter e Tommy se aproximam, as barreiras entre médico e paciente ficam cada vez mais confusas e Hunter parece descobrir segredos sobre a morte de seu filho que até então estavam velados. Para piorar o clima, o psicólogo descobre que sua filha adolescente (Linda Cardellini) está se encontrando secretamente com Tommy só para contrariá-lo.

 

 

Enquadramento na matéria estudada:

 

Ao longo do filme, a matéria relativa a Freud aparece retratada.

Logo nos momentos iniciais, aparece o psicanalista Michael Hunter sentado em frente a uma das suas alunas uiversitárias e faz com ela uma associação livre de ideias. Michael fica surpreendido quando a aluna associa a palavra "Pai" a "fato", pois esta associação mostrava que o pai da aula era, provavelmente, um pai ausente  Depois, mas adiante no enredo do filme, são visíveis os recalcamentos que Tommy guarda dentro de si em relação ao seu passado e até a sua amnésia em relação ao que se passou entre os seus pais.

 

Explicitação do dialogo do Michael com a aluna na Universidade

 
Michael faz com a aluna uma associação livre de ideias. Como já estudamos, trata-se de uma converça, em que o psicanalista vai dizendo palavras, e anota as variações que as respostas têm. Se nota que alguma resposta vai para além do considerado "normal", insiste no assunto em questão até conseguir tirar uma conclusão. Como já esplicado anteriormente a aluna associou "pai" a "fato", levando o analista a pensar que, provavelmente, o pai da aluna seria um pai ausente.
Foca-se ainda "naquilo que não é dito", como é o caso da respiração, da direcção do olhar, nas expressões faciais, etc.
 

Relacionar o comportamento do Tommy na Rave com o seu comportamento na casa da filha de Michael (explicá-lo à luz da psicanálise).


Tommy, na Rave Party, conhece uma jovem, mais ou menos da sua idade. Começam por se conhecer, e num momento mais íntimo, já afastados da confusão da festa, a rapariga tenta tocar em Tommy mas este responde a esta tentativa com grande violencia. Depois de a ter agredido, afasta-se do local. Mais tarde, na casa de Michael, Tommy, na companhia da filha do psicanalista, assiste pela televisão à notícia de que a rapariga que ele tinh agredido na festa tinha sido encontrada morta. Tommy, apesar do sentimento de culpa, fica sem saber se a morte da jovem é da sua responsabilidade ou não, mas tudo o leva a acreditar que sim.
Tommy, devido a algo, que na altura ainda permanecia na incerteza, que tinha recalcado no seu subconsciente, sentia uma repulsão em relação ao contacto físico, que se revela ao longo de todo o filme com os seus actos de violencia.
 

Explicar a confusão do Michael na cozinha do lar e o comportamento de Tommy.

 
Na cozinha, depois de ter uma converça com o pai de Tommy, Michael confronta o seu analisado com os factos que tinha descoberto em relação ao seu passado. Negando-se a acreditar no que ouvia (que a sua mãe traira o pai com outro homem), Tommy chega ao ponto de ameaçar o psicanalista com uma faca. Ao ver o desespero que Tommy apresentava, Michael, depois de o acalmar, começa a ver nele o filho que perdeu hà alguns anos, Kyle. Estamos perante um processo de transferencia.

Explicar os sonhos de Michael e de Tommy.

 Michael sonha que, ao contrário do que acontece no princípio do filme, Kyle, o seu filho, não chega a levar o seu suicidio a cabo. Já no caso de Tommy, este sonha que, num acto de loucura, empurra a filha de Michael para a linha de um comboio quando esta o tenta beijar, e esta é aropelada.
Em ambos os casos, estas situações mostram desejos recalcados no inconsciente que procuram tornar-se conscientes: no caso de Michael, este gostaria que o seu filho ainda estivesse com ele; Já Tommy, ao sonhar com a morte da filha de Michael, demonstra que o afecto que a filha de Michael nutre por ele não pode ser recebido, uma vez que este ainda não se encontra preparado para tal. Não deseja a sua morte, mas sim a sua morte simbólica; tudo aquilo que a sa morte representa.
publicado por psicologiaxxi às 19:41

Dados Biográficos:
John Broadus Watson (Greenville, 9 de janeiro de 1878 — Nova Iorque, 25 de setembro de 1958) foi um psicólogo estadunidense, considerado o fundador do comportamentismo ou comportamentalismo  (ou simplesmente behaviorismo).
Foi um aluno médio, durante o seu percurso escolar, até chegar à Universidade de Chicago. Frequentou o curso de Filosofia, mas desiludido com a orientação, muda para Psicologia. Para suportar as suas despesas pessoais, aceita como trabalho a limpeza dos gabinetes da Universidade, bem como a vigilância dos ratos brancos dos laboratórios de Neurologia. Doutorou-se depois em Neuropsicologia, defendendo uma tese sobre a relação entre o comportamento dos ratos brancos e o sistema nervoso central. Como professor de psicologia animal, desenvolveu investigações, fundamentalmente sobre o comportamento de ratos e macacos. São as suas experiências com animais, controladas de forma rigorosa e objectiva, que lhe vão inspirar o modelo de psicologia. Os mesmos procedimentos poderão ser aplicados pelos psicólogos se eles se debruçarem sobre o estudo do comportamento humano. Daí que Watson assumisse claramente a abolição da barreira entre a psicologia humana e a psicologia animal. Com 29 anos, foi leccionar na Universidade de Baltimore, onde desenvolveu, durante 13 anos, o fundamental da sua pesquisa, instalando um laboratório de psicologia animal. Em 1913 publicou o artigo "A Psicologia como um comportamentista a vê", onde apresenta os fundamentos da sua teoria. Com a primeira guerra mundial, interrompeu a sua actividade profissional para ingressar no exército, participando numa campanha militar em França. Em 1918, retomou a investigação, estudando a primeira infância, mas um divórcio tumultuoso obrigou-o a abandonar a Universidade. Ingressou numa agência de publicidade e dedicou-se paralelamente à divulgação das suas teorias junto de um público mais amplo. Depois de aposentado, retomou as suas investigações em psicologia. Para Watson, a psicologia não devia ter em conta nenhum tipo de preocupações introspectivas, filosóficas ou motivacionais, mas apenas e simplesmente os comportamentos objectivos, concretos e observáveis.
 
O Comportamento
A preocupação central de Watson foi demarcar-se da psicologia tradicional, que tinha como objecto o estudo da mente, da consciência através da introspecção. Apesar de não negar os estados mentais e a consciência, considera que não se podem constituir como objecto de estudo da psicologia. São constituintes da vida pessoal de cada um mas não objecto de uma ciência.
Watson decide então orientar a sua concepção em termos de estímulo-resposta, utilizando como objecto de estudo o comportamento. O comportamento é precisamente a resposta(R) de um indivíduo a um estímulo(E) ou a um conjunto de estímulos do meio ambiente (situação). Watson enquadrava as suas teorias numa corrente que dava pelo nome de behaviorismo (ou comportamentalismo). O objectivo desta corrente é establecer as relações entre os estímulos e as respostas, entre causas e efeitos, como qualquer outra ciência. Os comportamentos observados podem ir desde um simples acto reflexo, como afastar a mão de uma agulha, a actos mais complexos, como ler, escrever, etc.
Seguindo o processo de investigação das outras ciências, preconiza que se parta da análise dos comportamentos mais simples para se compreender os mais complexos.
Cabe à psicologia observar, quantificar, descrever o comportamento enquanto relação causa e efeito, mas nunca interpretá-lo. Tal como noutras áreas científicas, objectivo seria enunciar leis; no caso da psicologia, leis do comportamento a partir do estudo da variação das respostas em função dos estímulos. Conhecido o estímulo, seria possível prever a resposta, e vice-versa.
 
 
 
 
O Papel do Meio
            Uma das ideias centrais do behaviorismo decorre da sua concepção de ser humano: uma página em branco inicial que o meio e a educação vão moldar.
Os comportamentos são, portanto, aprendizagens condicionadas pelo meio em que nos encontramos inseridos; o comportamento humano é produto de condicionamentos. O ser humano reage aos estímulos exteriores em função dos reflexos condicionados que adquiriu.
Watson realizou uma experiência com Rosalie Rayner que tem por objectivo mostrar o modo como ocorre a aprendizagem, no caso, do medo. Utilizou como cobaia uma criança de 11 meses, o “Pequeno Albert”, e a experiencia consistia em analisar qual a reacção da criança à presença de animais de diferentes espécies. Inicialmente, Albert tem contacto com um coelho branco com o qual brinca, mas que não despertou nele qualquer reacção. O mesmo acontece com um rato branco. A certa altura, os experimentadores fazem soar um ruído que passaram a associar ao aparecimento do rato, provocando medo na criança. Ao ver o rato começou a chorar, mas também ao ver o coelho branco, um homem com barba branca, etc. Concluiu que grande parte das respostas dos seres humanos são resultado de aprendizagens condicionadas pelo meio.
Rejeita qualquer ideia de transmissão hereditária de uma aptidão ou qualidade de carácter. “O homem não nasce, constrói-se” , o meio constrói o ser humano e, por isso, a importância da educação.
 
 
Metodologia de investigação
 
Assim como, na física e na química, se decompõe o objecto de estudo nos seus elementos mais simples, também em psicologia se teria que decompor o comportamento nos seus elementos para serem explicados de modo objectivo e rigoroso. Para tal efeito recorre ao método experimental: define uma amostra da população dividindo-a em dois grupos. No grupo experimental faz variar o factor que considera responsável pelo comportamento (variável independente). No grupo de controlo não há qualquer intervenção . O comportamento dos dois grupos é depois comparado, e caso seja confirmado por outras experiencias, faz-se a generalização para a população.
Para Watson, só o método experimental asseguraria o carácter científico à psicologia.
 
 
Conclusão
 
            A importância do papel de Watson na história da psicologia é indiscutível. Rompe com as concepções dominantes na época e adopta um modelo de investigação e de interpretação que visa dotar a psicologia com o estatuto de ciência objectiva. Confinando o comportamento à fórmula E-R, estímulo-resposta, decompondo-o nas componentes mais simples, afastou do estudo da psicologia os processos mentais e os comportamentos mais complexos.
            Quanto às críticas, estas surgiam sobretudo pelo facto de não ter tido em conta os estados mentais e as representações mentais apenas para o estudo dos comportamentos observáveis.
            Ao considerar que o ser humano é resultado de processos de aprendizagem, deu grande ênfase à influência do meio.
Clic no link para ver o filme: John Watson - Pequeno Albert
 
publicado por psicologiaxxi às 19:40

Dados biográficos:
 
Um dos vultos mais notáveis da medicina. Fundador da psicanálise.
Nasceu a 6 de Maio de 1856 em Freiberg, Morávia.
Em 1881, recebeu o diploma de médico e, inicialmente, arranjou colocação no Hospital de Viena. Mais tarde, optou por trabalhar por conta própria tratando desordens psicológicas.
Em 1885, Freud seguiu para Paris, onde se familiarizou com a técnica hipnótica. Rapidamente, contudo, encarou a hipnose como algo temporário, tendo então adoptado um método alternativo que lhe fora sugerido pelo seu amigo Josef Breuer, que defendia que os sintomas da doença seriam atenuados­­­­ – e até ultrapassados – se o paciente fosse encorajado a falar livremente.
Freud e Breuer elaboraram a noção de que muitas fobias têm origem em experiências traumáticas sofridas durante a infância. Juntos estudaram o caso de uma paciente que dava pelo nome de Anna O, nome que lhe deram para respeitar a sua privacidade. Era uma doente que sofria de um problema de histeria e que Breuer i Freud tentaram curar através do método hipnótico.
Os dois amigos acabaram por se separar devido a diferenças de opinião, pois Breuer considerava que Freud dava demasiada importância à sexualidade para tratar os doentes. No seu livro A interpretação dos sonhos definia os sonhos como representações dos desejos reprimidos, e foi considerado a obra-prima do médico.
Nos seus estudos sobre a infância, Freud concluiu que entre os três e os cinco anos as crianças atingem um estádio onde sentem uma forte atracção pelo progenitor do sexo oposto (Estados de Édipo e de Electra). Elaborou então a teoria psicanalítica, que dá especial ênfase à sexualidade, mas gerou escândalo e as novas ideias foram mal recebidas.
A teoria de Freud alicerçava-se em duas vertentes: ciência médica e filosofia. Enquanto cientista, interessava-o a forma como a mente afecta o corpo, estudando a paranóia, a histeria e outros distúrbios. Enquanto teórico, explorava a formação da personalidade. Em 1923, criou um modelo da mente que consistia em três elementos: o ego, o id, e o superego. Nos seus estudos teóricos e clínicos criou novos conceitos e termos, como libido, subconsciente e complexo de inferioridade.
Em 1938, com a psicanálise proibida na Áustria e com os nazis em Viena, a família Freud partiu para Inglaterra onde o médico morreu no ano seguinte, vítima de cancro.


“Anna O” e o Nascimento da Psicanálise:
Em 1895, dois médicos vienenses, Josef Breuer e Sigmund Freud, publicaram o livro Estudos sobre a história, em que descrevia a terapia utilizada por Breuer para ajudar uma mulher que sofria de histeria. Para respeitar a sua privacidade chamaram-lhe “Anna O”.
Quando Breuer começou a tratar Anna O, em Novembro de 1880, esta era uma jovem de 21 anos que sofria de uma grande quantidade de sintomas físicos graves e incapacitantes. Tinha ambas as pernas imobilizadas, mal podia mexer a cabeça devido a paralisia dos músculos do pescoço, perdera a sensibilidade do braço direito, não falava e sofria de alucinações – recolhera à cama, de onde, de olhos semicerrados, olhava em redor de forma desconfiada e defensiva. Breuer diagnosticou um caso de histeria.
Na década de 1880, a hipnose era um método aceite no tratamento da histeria. O médico dizia à doente hipnotizada que, quando acordasse, os sintomas teriam desaparecido. Embora a sugestão hipnótica fosse frequentemente eficaz, o alívio era apenas temporário – os sintomas geralmente reapareciam, idênticos ou mais ou menos modificados. Com Anna O, no entanto, Breuer foi alem da hipnose, interessando-se pela sua vida.
Pouco a pouco, ela revelou experiências passadas que tinham ligações fascinantes com os sintomas actuais.
Com o tempo, Anna O deixava-se hipnotizar facilmente e respondia às perguntas, recordando cada vez mais o seu passado. Ela própria chamava a este processo “a cura pela fala”. Breuer confessou que o sucesso da cura de Anna o apanhou totalmente desprevenido, e só quando todos os sintomas foram erradicados por este processo ao fim de uma série de sessões, conseguiu aceitar a validade desta nova técnica terapêutica.
Na Primavera de 1882, Breuer decidiu que a sua doente já não precisava dele, mas Anna O não estava tão certa disso. Subitamente, foi vitima de graves cãibras, e , ao entrar no seu quarto, Breuer viu-a torcendo-se com dores. Médico responsável e pai de família respeitável, Breuer horrorizou-se ao ouvi-lha dizer: “O filho do Dr. Breuer está a nascer.” Acalmou-a por meio de hipnose e saiu. Na manha seguinte enviou-lhe outro médico e não voltou mais a tratá-la.
A gravidez fantasma de Anna O proporcionou a Freud outra ideia sobre como, na sua terapia, sondar o inconsciente. Era evidente que ela fantasiara um amor por Breuer e a existência de um filho deste. Baseado nestas e noutras observações semelhantes, Freud desenvolveu a sua teoria da transferência, que definiu como o deslocamento dos afectos e emoções relativos aos pais do paciente para o analista.

Freud e o desenvolvimento psicossexual:
 
 Freud considera que a compreensão do comportamento requer uma análise dos fenómenos psíquicos, isto é, um estudo da dinâmica dos acontecimentos da mente.
 Segundo Freud, a nossa estrutura psíquica é formado por três componentes/ instancias de personalidade: id, ego e superego.
 
ID
Também chamado infraeu ou infraego, é constituído por todos os impulsos biológicos, como a fome, sede e sexo, que exigem satisfação imediata. É o fundamento da sobrevivência individual e da espécie.
 
SUPEREGO
Também chamado supereu, é constituído pelo conjunto de regras e proibições impostas primeiramente pelos pais e depois pela sociedade em geral e que foram interiorizados pelo indivíduo. É o fundamento da moral.
 
EGO
Também chamado eu, é o elemento decisor dos conflitos travados entre o id e o superego. Constitui o fundamento racional da personalidade humana.
 
Estas três instancias, na opinião de Freud, estabelecem entre si uma relação dinâmica, muitas vezes conflitual, de que resulta a conduta das pessoas. O comportamento de umas pessoas compreender-se-á pela supremacia do id, enquanto o d outras se entende pela predominância do superego.
·      ID: é o primeiro elemento. Já nasce com a criança, o que significa que a energia psíquica deriva apenas de tendências instintivas de natureza biológica que visam a satisfação imediata na busca exclusiva do prazer A busca narcisista e egocêntrica de prazer levaria a constantes frustrações e conflitos dado que, no mundo real, não existem condições que permitam que o objecto necessário à libertação da energia pulsional seja encontrado, ou esteja disponível sempre que o individuo o procura.
 
·      EGO: Tem por função orientar as pulsões de acordo com as exigências da realidade, de modo a tornar possível a adaptação do indivíduo ao mundo externo. No seu papel de árbitro na luta entre as pulsões inatas e o meio, o ego, conta com a ajuda de um conjunto de mecanismos de defesa (recalcamentos) que se vão progressivamente formando e exercem um controlo inconsciente sobre as pulsões que ameaçam o equilíbrio psíquico do individuo. Os recalcamentos, como mecanismo de defesa, devolvem ao inconsciente os materiais que procuram tornar-se conscientes.
 
·      SUPEREGO: Se considerássemos a criança apenas em termos de id e ego, poderíamos dizer que ela seria perfeitamente amoral. O desenvolvimento do sentido de moralidade só é possível quando ser forma uma outra instância do aparelho psíquico: o superego. Este controlo imposto a partir do exterior tende, pouco a pouco, a ser interiorizado e, por volta dos sete anos, o superego é já uma instância interna que, segundo Freud, actua de modo automático e espontâneo. O superego representa um conjunto de valores nucleares como: honestidade, sentido de dever, obrigações, sentido de responsabilidade e outros. A constituição e a manifestação do superego não eliminam a actuação do id, que se mantém activo ao longo da vida. Toda a teoria freudiana se desenvolve à roda de conceitos de energia sexual ou libido.
Freud acredita que o desejo ou busca do prazer psicossexual surge no indivíduo antes da puberdade, logo a partir do nascimento.
Usa o termo prazer psicossexual num sentido muito amplo, que inclui as sensações agradáveis resultantes da estimulação de diversas áreas do corpo e considera que a energia psicossexual ou libido deriva de processos metabólicos.

Estádios do desenvolvimento psicossexual:
 
            No seu desenvolvimento, a criança atravessa uma série de fases ou estádios, cada um dos quais se associa a sensações de prazer ligadas a uma zona erógena específica. O controlo destas sensações origina conflitos cuja resolução influencia a formação da personalidade adulta. Para alcançar a maturidade psicológica, o indivíduo tem de resolver positivamente os conflitos próprios de cada etapa.
 
Estádio oral:
(Do nascimento aos 12/18 meses)
            Neste período, a boca é a principal fonte de prazer, por isso, constitui-se como zona erógena. Nesta fase, trate-se ou não de alimento, tudo o que a criança consegue agarrar e levado à boca. O seio materno é fonte de grande satisfação que lhe permite estabelecer uma relação afectiva de proximidade com a mãe, cuja natureza marca o modo como futuramente se relacionará com o mundo. É nesta fase que se começa a estruturar a personalidade.
 
 
Estádio anal:
(Dos 12/18 meses aos 3 anos)
            Após a digestão dos alimentos, estes vão-se acumulando na área rectal, até que a pressão nos músculos do esfíncter anal provoca a descarga reflexa. Esta descarga alivia a tensão, pelo que se torna agradável. É também por esta altura que os pais se preocupam com a criação de hábitos de higiene. Quer reter, quer expulsar as fezes se torna fonte de prazer, pelo que a região anal á a zona erógena desta fase.
 
Estádio fálico:
(Dos 3 aos 5/6 anos)
            É durante este período que os rapazes e as raparigas descobrem que o corpo do homem e da mulher são diferentes e começam a explorar o seu próprio corpo, apercebendo-se que a relação entre as pessoas envolve elementos de natureza sexual. O objecto da libido é, nesta fase, constituído pelos órgãos genitais. Pelo que a criança obtém prazer ao tocar-lhes. É também nesta fase que as crianças vivem a primeira experiência de amor heterossexual. O rapaz alimenta uma atracção especial pela mãe, ao mesmo tempo que desenvolve uma agressão competitiva em relação ao pai. A rapariga, por sua vez, sente-se atraída pelo pai, vendo a mãe como um obstáculo à realização dos seus desejos. Estas vivências foram designadas, no caso do rapaz, por “complexo de Édipo”, e, no da rapariga, por “complexo de Electra”, inspirando-se em personagens da tragédia grega. A atracção pelo progenitor do sexo oposto e o sentimento de rivalidade para com o outro fazem com que surja no rapaz o desejo de imitar o pai, de ser como ele, para conquistar a mãe. Por sua vez, a rapariga identifica-se com a mãe, querendo parecer-se com ela para seduzir o pai. Num e noutro caso, as crianças estão a construir o conceito de masculinidade e feminilidade.
 
Estádio de latência:
(Dos 5/6 anos aos 12/13 anos)
            Após a vivência da situação edipiana, a criança entra numa fase em que os desejos sexuais estão praticamente ausentes. Segundo Freud, o apaziguamento das pulsões sexuais é devido à amnésia infantil. A criança canaliza a energia psíquica para actividades de outro tipo. A curiosidade sexual cede lugar à curiosidade intelectual que a entrada na escola ajuda a desenvolver. O conhecimento do mundo físico e social amplia-se, afastando-se dos limites do mundo familiar carregado de afectividade. Deseja obter sucesso na escola ou noutras actividades, procurando tornar-se uma espécie de “criança modelo” bem comportada, apreciada pelos pais, professores e amigos. O aparelho psíquico, constituído pelas três instâncias – id, ego e superego -, está completamente organizado nesta fase, pelo que a estrutura da personalidade se encontra praticamente formada.
 
Estádio genital:
(Depois da puberdade)
            Ao período de uma sexualidade latente sucede-se um estádio em que a sexualidade desperta de novo e com grande intensidade. Isso deve-se ao fenómeno de maturação orgânica e aos impulsos desencadeados pela consequente produção de hormonas sexuais. O complexo de Édipo é revivido pelo adolescente de uma forma muito especial. O amor vivido no período fálico em relação ao progenitor do sexo oposto é agora canalizado para uma atracção heterossexual por pessoas alheias ao universo familiar. A satisfação dos impulsos da libido é agora procurada pela prática de actividades sexuais de natureza genital. Segundo Freud, não há fixação neste período, dado ser a ultima etapa do desenvolvimento psicossexual.
Em Resumo:
DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL SEGUNDO FREUD:
Estádio
Idade
aproximada
Fonte de
prazer
Conflito
Características
de personalidade
Oral
Do nascimento aos 12/18 meses
Boca, lábios e língua. Mamar, comer e morder.
Desmame
-Optimismo / pessimismo
-Impaciência
-Inveja
-Agressividade
Anal
Dos 12/18 meses aos 3 anos
Ânus. Reter, expulsar, controlar. Asseio.
Treino de higiene
Retentivo-anal:
-Avareza
-Obstinação
-Ordem compulsiva
-Meticulosidade
Expulsivo-anal:
-Crueldade
-Destruição
-Desordem
-Desarrumação
Fálico
Dos 3 aos 5/6 anos
Órgãos genitais. Explorar o próprio corpo e o dos outros. Tocar nos órgãos genitais.
Complexo de Édipo/Electra
-Orgulho / humildade
-Sedução/timidez
-Castidade / Promisquidade
Latência
Dos 5/6 anos aos 12/13 anos
Ausência de interesses sexuais. Curiosidade intelectual e relacionamento social.
---
-Aprendizagem social
-Desenvolvimento da consciência moral
Genital
Depois da puberdade
Contactos sexuais com outras pessoas.
---
---
Metodologia de investigação:
 
            Depois de ter abandonado a hipnose como meio de explorar o inconsciente, Freud considera que seria necessário constituir um método próprio. Criou então a psicanálise. O psicanalista, na sua prática terapêutica, recorre a diferentes formas de contornar as resistências que são impostas às revelações do inconsciente.
·         Associações livres: O psicanalista pede ao analisado que diga tudo o que sente e pensa, sem qualquer omissão, mesmo que lhe pareça não ter importância, ser desagradável ou absurdo. Neste processo, o psicanalista começa por dizer palavras soltas, enquanto que o analisado diz a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando se refere aquela palavra. Depois, o psicanalista tira conclusões sobre as respostas do analisado. Por exemplo: O psicanalista diz: “Felicidade”. O analisado responde: “Navalhas”. Como esta resposta fugiu ao normal de toda a gente, que responderia algo que a deixaria feliz, o psicanalista insiste neste tema até ter dados suficientes para tirar as suas conclusões. É no decorrer deste procedimento que se manifestam resistências, desejos, recordações e recalcamentos inconscientes que o analista procurará identificar e interpretar.
·         Interpretação dos sonhos: O psicanalista pede ao analisado para que lhe relate os sonhos. Segundo Freud, o sonho seria a realização simbólica (disfarçada) de desejos recalcados. Freud distingue o conteúdo manifesto do sonho (o que é lembrado, o que é consciente) e o conteúdo latente (os desejos, medos, recalcamentos que estão subjacentes). Cabe ao analista dar-lhe um sentido, interpretando os sonhos narrados.
·         Análise do processo de transferência: O psicanalista analisa e interpreta os dados do processo de transferência. Esta é uma transferência de traumas/sentimentos da sua fonte original para a relação com o psicanalista ou outra pessoa que rodeia o sujeito. A transferência é um processo em que o analisado transfere para o psicanalista os sentimentos de amor/ódio vividos na infância, sobretudo relativamente aos pais.
·         Análise dos actos falhados: O psicanalista procura interpretar os esquecimentos, lapsos e erros de linguagem, leitura ou audição do analisado. Segundo Freud, estes erros involuntários manifestariam desejos recalcados no inconsciente e que irromperiam na vida quotidiana. Estes lapsos são uma manifestação da luta entre o que o inconsciente quer e o que o consciente consegue tolerar.
 
 
Conclusão:
 
Freud afirmava que houveram três revoluções que mudaram a forma de encarar o ser humano: a primeira foi quando Copérnico no século XVI, demonstrou que a Terra não era o centro do universo, mas que integrava um conjunto de planetas que orbitavam em torno do Sol; a segunda aconteceu quando Darwin, no século XIX, mostrou que os seres humanos não eram uma espécie diferente dos outros animais, mas uma espécie que evolui a partir das outras; a terceira revolução seria protagonizada por si próprio, quando afirmou que não é a razão, a consciência, que controla a vida humana, mas as forças do inconsciente que ele desconhece e pouco controla.
Com Freud, abre-se uma nova perspectiva que nada tem a ver com a psicologia que toma como centro a consciência, ou que reduz o ser humano a uma fórmula simplista de comportamento estímulo-resposta. Na perspectiva freudiana, nos primeiros meses de vida de uma criança esta sentia pulsões, sobretudo de carácter sexual, que se manifestavam no seu dia-a-dia. “A criança é o pai do homem.”, afirmava Freud, querendo com isto dizer que o desenvolvimento cognitivo e social, bem como a sua personalidade seriam influenciados por aquilo que foram nos primeiros meses de vida.
Quanto às críticas, estas surgem em massa. Entre os vários críticos, destacam-se: Anna Freud (a sua filha), Jung, Alder, Otto Rank, Winnicott, Lakan, etc.

 

Texto de produção própria, mas baseado no livro "Ser Humano", Manual de Psicologia B do 12º ano da Porto Editora.

publicado por psicologiaxxi às 19:12

Dados biográficos:
 
Wilhelm Wundt nasceu em 1832, na Alemanha.
Com dezanove anos, formou-se em medicina, mas rapidamente se apercebeu de que o seu interesse não era este, tendo-se, então, especializado em fisiologia. Enquanto professor, investiga o modo como se processa a informação sensorial, o que o leva a orientar-se para a psicologia. Na sua obra Contributos para uma Teoria das Percepções Sensoriais, utiliza pela primeira vez a designação de “Psicologia Experimental”.
Tomando como modelo as ciências experimentais, propõe-se constituir a psicologia como uma nova área da ciência objectiva e experimental.
Na obra Princípios da Psicologia Fisiológica, estabeleceu os princípios da psicologia como a ciência experimental independente.
Durante 10 anos, dedicou-se à investigação de uma área da psicologia na qual foi o primeiro investigador sistemático: a Psicologia Cultural. Na sua obra Psicologia Cultural, abordou o desenvolvimento do pensamento humano manifestado na linguagem, nos costumes, nos mitos, nas artes, nas leis e na moral.
Morreu em 1920.
 
 
A Consciência:
 
O objecto de estudo de Wundt era a consciência e os processos mentais. A consciência era constituída por várias partes distintas. Para ele, “ a primeira etapa da investigação de um facto deve ser uma descrição dos elementos individuais (…) dos quais consiste”. Tal como os átomos constituem as substâncias químicas, as sensações seriam os elementos simples da mente e da consciência. Mas não aceitava que os elementos constitutivos da mente se combinassem de forma passiva através de um processo mecânico de associação. E aqui diverge dos empiristas e dos associacionistas, com quem só partilha o reconhecimento dos elementos simples como forma de se poder conhecer os processos psicológicos complexos. Para Wundt, os elementos da consciência não eram estáticos: a consciência tinha um papel activo na organização do seu próprio conteúdo.
Era este processo activo de organização que mais interessava a Wundt. Ele considerava que era compatível o reconhecimento dos elementos simples da consciência e a afirmação de que a mente consciente tem capacidade para proceder a uma síntese desses elementos em processos cognitivos de nível mais elevado.
A metodologia a seguir deveria partir dos elementos básicos dos processos conscientes.
 
 
As sensações e os sentimentos:
 
            Os elementos simples que constituem a consciência eram as sensações e os sentimentos. As sensações ocorrem sempre que um órgão dos sentidos é estimulado e esta informação é enviada ao cérebro. O sentimento é a componente subjectiva da sensação. Assim, uma sensação pode ser acompanhada de um sentimento de alegria ou tristeza, como acontece, por exemplo, com as cores (sensação visual). Ele decidiu submeter a sua turma a uma experiência: Levou para a sala de aula um metrónomo, e registou as reacções dos seus alunos ao incomodativo som. De notar que o sentimento subjectivo acontece ao mesmo tempo que as sensações físicas. A emoção é, assim, constituída por um conjunto complexo de sentimentos.
            Segundo Wundt, partindo de elementos simples como as sensações, a consciência, no seu processo criativo de organização, produzia ideias.
            Mas, se o estudo dos processos mentais deveria seguir o percurso do mais simples ao mais complexo, o mesmo não se passava com a forma como conhecemos o real. Assim, quando percepcionamos uma casa percebemo-la como uma unidade, um todo, e não como uma soma de elementos que podem ser estudados num laboratório. Wundt recorre ao conceito de apercepçao para explicar esta experiência consciente unificada: processos de organização dos elementos mentais que formam uma unidade. Esta unidade não é a soma dos elementos constitutivos, mas uma combinação que gera novas propriedades e características. Wundt afirma: “Todo o composto psíquico é dotado de características que de modo algum consistem na mera soma das características das partes.” Com esta citação, Wundt quer dizer que as características da consciência não são as mesmas do que as dos seus constituintes.
 
 
Metodologia de investigação:
 
Wundt utiliza como método a introspecção controlada: só o sujeito que vive a experiência a pode descrever introspeccionando-se, fazendo auto-análise dos seus estados psicológicos em condições experimentais.
            Na sua experiência com o metrónomo, Wundt exigia um grande rigor nas descrições, que seriam quantificadas. O objecto da introspecção é o próprio sujeito, enquanto o objecto das observações que se fazem nas outras ciências é o real exterior ao sujeito.
            Contudo, a introspecção controlada só dava a conhecer os elementos básicos da consciência, as sensações e as percepções; os processos mentais complexos, como a memória e a aprendizagem, não poderiam ser estudados experimentalmente, tendo de se recorrer a metodologias qualitativas.
 
 
Conclusão:
           
            Wundt teve um papel importante na história da psicologia. Demarcou-se do pensamento dominante da época, procurando autonomizar a psicologia da filosofia. Definiu um objecto, a consciência, e um método de investigação, a introspectiva controlada. Procurou ainda desenvolver uma teoria sobre a natureza da mente humana que conjugasse a componente biológica e a componente social, o mundo interno e o mundo externo, a dimensão individual e a colectiva.
            Por esta altura, várias criticas foram feitas ao seu trabalho. Um dos que mais criticou o seu método (introspecção controlada) foi Sigmund Freud, que afirmava que este método era demasiado ridículo para ser utilizado na sua investigação. Sugeriu então o método psicanalítico.

Texto de produção própria, mas baseado no livro "Ser Humano", Manual de Psicologia B do 12º ano da Porto Editora.

publicado por psicologiaxxi às 19:05

A psicologia (do grego Ψυχολογία; ψυχή (psique), "alma", e λογία (logos), "palavra", "razão", "estudo") é a ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano e animal (para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada). Neste ponto é necessário uma informação importantíssima: o corpo e a mente não são separados, quando fala-se que o estudo se dá pelo viés da mente e/ou pelo viés do corpo, é necessário informar que essa é uma elaboração teórica, já que existem estudos, com grande comprovação ao longo das datas, que mostram a influência de um sobre o outro. Para estes fins, há vários métodos, como a observação, estudos de caso, estudos em neuropsicologia entre outros estudos multidisciplinares. Outro objeto de estudo da psicologia são as personalidades inadaptáveis com comportamentos desviantes, chamados de Psicopatologia. Como dito, a partir do pressuposto básico que existe um monismo - e não um dualismo como Descartes apregoou - este ramo do conhecido tem seus estudos voltados a esse axioma principal. Entre outras atuações que esta ciência permite ao profissional da área, estão a explicação dos mecanismos envolvidos em determinados comportamentos, assim como preveni-los e modifica -los.

A psicologia é uma ciência considerada tanto das áreas sociais, ou humanas, como da área biomédica (por exemplo, a neuropsicologia faz parte deste espectro), assim ela é estudada tanto em métodos quantitativos como em métodos qualitativos. Estes métodos aplicam-se ao estudo dos processos psíquicos, geradores de comportamentos e vice-versa. Os estudos clássicos em psicologia baseavam-se justamente nos comportamentos, que eram diretamente observados, que faziam com que o psicólogo inferisse um processo psíquico; porém, com os avanços das neurociências, na actualidade, também é possível, mesmo que rudimentarmente, estudar os processos psíquicos na sua origem. A introspecção é outro método para chegar aos processos conscientes. Existem vários outros métodos desenvolvidos, cada um para estudo de um ou mais processos mentais.

Cabe à psicologia estudar questões ligadas à personalidade, à aprendizagem, à motivação, à memória, à inteligência, ao funcionamento do sistema nervoso, e também à Comunicação Interpessoal, ao desenvolvimento, ao comportamento sexual, à agressividade, ao comportamento em grupo, aos processos psicoterapêuticos, ao sono e ao sonho, ao prazer e à dor, além de todos os outros processos psíquicos e comportamentais não citados.

 

Informação retirada de: Wikipédia, a enciclopédia livre

publicado por psicologiaxxi às 18:59

Bem vindo ao meu blog/portefólio de psicologia!

 

Este blog destina-se a servir de suporte ao meu portefólio de psicologia. Como me encontro a frequentar o 12º ano, tenho uma disciplina que dá pelo nome de psicologia... Mais uma vez, tal como em disciplinas de anos anteriores, foi-me pedido que ao longo do ano realiza-se um portefólio. Trata-se, não apenas de um "amontoado de folhas metidas numa capa, mas de uma compilação de informação recolhida, devidamente organizada e com uma razão de ser...

Escolhi este suporte porque permite que possa ser visto por todos e pelo facto de ser fácil de actualizar.

 

 

publicado por psicologiaxxi às 18:45

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