Portefólio de psicologia 12ºano

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Dez 07
Dados Biográficos:
John Broadus Watson (Greenville, 9 de janeiro de 1878 — Nova Iorque, 25 de setembro de 1958) foi um psicólogo estadunidense, considerado o fundador do comportamentismo ou comportamentalismo  (ou simplesmente behaviorismo).
Foi um aluno médio, durante o seu percurso escolar, até chegar à Universidade de Chicago. Frequentou o curso de Filosofia, mas desiludido com a orientação, muda para Psicologia. Para suportar as suas despesas pessoais, aceita como trabalho a limpeza dos gabinetes da Universidade, bem como a vigilância dos ratos brancos dos laboratórios de Neurologia. Doutorou-se depois em Neuropsicologia, defendendo uma tese sobre a relação entre o comportamento dos ratos brancos e o sistema nervoso central. Como professor de psicologia animal, desenvolveu investigações, fundamentalmente sobre o comportamento de ratos e macacos. São as suas experiências com animais, controladas de forma rigorosa e objectiva, que lhe vão inspirar o modelo de psicologia. Os mesmos procedimentos poderão ser aplicados pelos psicólogos se eles se debruçarem sobre o estudo do comportamento humano. Daí que Watson assumisse claramente a abolição da barreira entre a psicologia humana e a psicologia animal. Com 29 anos, foi leccionar na Universidade de Baltimore, onde desenvolveu, durante 13 anos, o fundamental da sua pesquisa, instalando um laboratório de psicologia animal. Em 1913 publicou o artigo "A Psicologia como um comportamentista a vê", onde apresenta os fundamentos da sua teoria. Com a primeira guerra mundial, interrompeu a sua actividade profissional para ingressar no exército, participando numa campanha militar em França. Em 1918, retomou a investigação, estudando a primeira infância, mas um divórcio tumultuoso obrigou-o a abandonar a Universidade. Ingressou numa agência de publicidade e dedicou-se paralelamente à divulgação das suas teorias junto de um público mais amplo. Depois de aposentado, retomou as suas investigações em psicologia. Para Watson, a psicologia não devia ter em conta nenhum tipo de preocupações introspectivas, filosóficas ou motivacionais, mas apenas e simplesmente os comportamentos objectivos, concretos e observáveis.
 
O Comportamento
A preocupação central de Watson foi demarcar-se da psicologia tradicional, que tinha como objecto o estudo da mente, da consciência através da introspecção. Apesar de não negar os estados mentais e a consciência, considera que não se podem constituir como objecto de estudo da psicologia. São constituintes da vida pessoal de cada um mas não objecto de uma ciência.
Watson decide então orientar a sua concepção em termos de estímulo-resposta, utilizando como objecto de estudo o comportamento. O comportamento é precisamente a resposta(R) de um indivíduo a um estímulo(E) ou a um conjunto de estímulos do meio ambiente (situação). Watson enquadrava as suas teorias numa corrente que dava pelo nome de behaviorismo (ou comportamentalismo). O objectivo desta corrente é establecer as relações entre os estímulos e as respostas, entre causas e efeitos, como qualquer outra ciência. Os comportamentos observados podem ir desde um simples acto reflexo, como afastar a mão de uma agulha, a actos mais complexos, como ler, escrever, etc.
Seguindo o processo de investigação das outras ciências, preconiza que se parta da análise dos comportamentos mais simples para se compreender os mais complexos.
Cabe à psicologia observar, quantificar, descrever o comportamento enquanto relação causa e efeito, mas nunca interpretá-lo. Tal como noutras áreas científicas, objectivo seria enunciar leis; no caso da psicologia, leis do comportamento a partir do estudo da variação das respostas em função dos estímulos. Conhecido o estímulo, seria possível prever a resposta, e vice-versa.
 
 
 
 
O Papel do Meio
            Uma das ideias centrais do behaviorismo decorre da sua concepção de ser humano: uma página em branco inicial que o meio e a educação vão moldar.
Os comportamentos são, portanto, aprendizagens condicionadas pelo meio em que nos encontramos inseridos; o comportamento humano é produto de condicionamentos. O ser humano reage aos estímulos exteriores em função dos reflexos condicionados que adquiriu.
Watson realizou uma experiência com Rosalie Rayner que tem por objectivo mostrar o modo como ocorre a aprendizagem, no caso, do medo. Utilizou como cobaia uma criança de 11 meses, o “Pequeno Albert”, e a experiencia consistia em analisar qual a reacção da criança à presença de animais de diferentes espécies. Inicialmente, Albert tem contacto com um coelho branco com o qual brinca, mas que não despertou nele qualquer reacção. O mesmo acontece com um rato branco. A certa altura, os experimentadores fazem soar um ruído que passaram a associar ao aparecimento do rato, provocando medo na criança. Ao ver o rato começou a chorar, mas também ao ver o coelho branco, um homem com barba branca, etc. Concluiu que grande parte das respostas dos seres humanos são resultado de aprendizagens condicionadas pelo meio.
Rejeita qualquer ideia de transmissão hereditária de uma aptidão ou qualidade de carácter. “O homem não nasce, constrói-se” , o meio constrói o ser humano e, por isso, a importância da educação.
 
 
Metodologia de investigação
 
Assim como, na física e na química, se decompõe o objecto de estudo nos seus elementos mais simples, também em psicologia se teria que decompor o comportamento nos seus elementos para serem explicados de modo objectivo e rigoroso. Para tal efeito recorre ao método experimental: define uma amostra da população dividindo-a em dois grupos. No grupo experimental faz variar o factor que considera responsável pelo comportamento (variável independente). No grupo de controlo não há qualquer intervenção . O comportamento dos dois grupos é depois comparado, e caso seja confirmado por outras experiencias, faz-se a generalização para a população.
Para Watson, só o método experimental asseguraria o carácter científico à psicologia.
 
 
Conclusão
 
            A importância do papel de Watson na história da psicologia é indiscutível. Rompe com as concepções dominantes na época e adopta um modelo de investigação e de interpretação que visa dotar a psicologia com o estatuto de ciência objectiva. Confinando o comportamento à fórmula E-R, estímulo-resposta, decompondo-o nas componentes mais simples, afastou do estudo da psicologia os processos mentais e os comportamentos mais complexos.
            Quanto às críticas, estas surgiam sobretudo pelo facto de não ter tido em conta os estados mentais e as representações mentais apenas para o estudo dos comportamentos observáveis.
            Ao considerar que o ser humano é resultado de processos de aprendizagem, deu grande ênfase à influência do meio.
Clic no link para ver o filme: John Watson - Pequeno Albert
 
publicado por psicologiaxxi às 19:40

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